O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, deixou a equipe da campanha à reeleição do petista nesta quarta-feira (5).
A saída ocorre após a divulgação de informações sobre repasses financeiros recebidos da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal (PF) e apontada nas investigações como sócia de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Marcola ocupou a chefia de gabinete da Presidência desde o início do terceiro mandato de Lula e, nas últimas semanas, havia deixado o cargo para atuar diretamente na campanha presidencial.
Ex-assessor admite empréstimo
Nesta semana, Marcola confirmou que recebeu recursos de Roberta Luchsinger, mas afirmou que os valores correspondiam a um empréstimo pessoal e negou qualquer irregularidade.
Em nota, o ex-assessor declarou que as operações foram legais e que não houve qualquer conduta ilícita na negociação com a empresária.
Investigação aponta pagamento de despesas pessoais
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, além do empréstimo declarado, Roberta Luchsinger teria efetuado o pagamento de despesas pessoais de Marcola.
De acordo com a reportagem, o ex-chefe de gabinete encaminhava boletos e códigos de barras à empresária para que ela realizasse os pagamentos. Os repasses identificados nas investigações somam R$ 249 mil.
Relação com Lulinha
Marcola conheceu Roberta Luchsinger por meio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com quem mantém relação de proximidade.
Ainda segundo as investigações, foi a empresária quem apresentou Lulinha a Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores do esquema investigado na Operação Sem Desconto.
Caso é investigado pela Polícia Federal
As movimentações financeiras foram identificadas durante a análise do conteúdo do celular de Roberta Luchsinger, apreendido no âmbito da Operação Sem Desconto.
A investigação da Polícia Federal apura um esquema de fraudes envolvendo descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que teria provocado o desvio de bilhões de reais.
Até o momento, Marcola sustenta que os recursos recebidos tiveram origem em um empréstimo particular e nega a prática de qualquer irregularidade.
