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Início Brasil

Fundador da Revolut enfrenta processo após compra de iate que pertenceu a Vorcaro

Por Junior Melo
05/ago/2026
Em Brasil
Daniel Vorcaro: histórias do tempo em que ele podia ver o mar — Foto: Agência O Globo

Daniel Vorcaro: histórias do tempo em que ele podia ver o mar — Foto: Agência O Globo

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O fundador da fintech Revolut, Nik Storonsky, é alvo de uma ação judicial de 17,5 milhões de euros movida pela corretora de iates de luxo Cecil Wright & Partners. A empresa alega que o bilionário concluiu a compra de um superiate de cerca de 350 milhões de euros sem intermediação da corretora, evitando o pagamento da comissão prevista. A embarcação já pertenceu ao banqueiro brasileiro Daniel Vorcaro.

O processo foi apresentado na Alta Corte de Londres e questiona a negociação realizada em janeiro deste ano. Segundo os documentos judiciais, o iate foi inicialmente encomendado pelo empresário canadense Patrick Dovigi, depois vendido a Daniel Vorcaro e, após a prisão do banqueiro brasileiro em novembro de 2025, recomprado por Dovigi antes de ser negociado com Storonsky.

Daniel Vorcaro foi preso durante as investigações sobre uma suposta fraude de R$ 12,2 bilhões envolvendo o Banco Master, instituição que entrou em colapso no ano passado. O banqueiro nega as acusações e, de acordo com sua defesa, tem colaborado com as autoridades responsáveis pela apuração.

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Corretora afirma que foi responsável pela negociação

Conforme consta na ação, um consultor do family office de Nik Storonsky procurou a Cecil Wright & Partners em outubro de 2024 para obter auxílio na construção de um iate.

Meses depois, em 2025, o representante voltou a consultar a empresa sobre a possibilidade de adquirir uma embarcação pronta enquanto o novo projeto era desenvolvido.

A corretora afirma que foi nesse momento que apresentou ao empresário o superiate de 102 metros, construído pelo estaleiro alemão Lürssen.

Segundo informações publicadas pela revista especializada Robb Report, a embarcação conta com piscina de borda infinita com fundo de vidro, clube de praia, academia e câmara de crioterapia, entre outros itens de luxo.

Empresa cobra comissão de 5%

Ainda segundo o processo, em janeiro de 2026 o consultor de Storonsky informou ao fundador da corretora, Chris Cecil-Wright, que a compra havia sido concluída diretamente com Patrick Dovigi, sem a participação da empresa.

A Cecil Wright & Partners sustenta que foi a “causa efetiva” da negociação e, por isso, reivindica o pagamento de uma comissão equivalente a 5% do valor da venda, totalizando 17,5 milhões de euros.

Em nota, um porta-voz do family office de Nik Storonsky afirmou que a ação judicial “não tem fundamento e será contestada”.

Corretora atua em negociações de superiates

A Cecil Wright & Partners é reconhecida no mercado internacional por atuar na negociação e construção de algumas das embarcações mais luxuosas do mundo.

Entre os projetos acompanhados pela empresa estão o Madame Gu, de 99 metros, construído para o empresário russo Andrei Skoch, e o Tango, iate apreendido pelas autoridades da Espanha por pertencer ao empresário russo-israelense Viktor Vekselberg.

Ao comentar o caso, o fundador da empresa, Chris Cecil-Wright, afirmou que situações desse tipo são incomuns no setor.

“É muito raro corretores se verem nessa situação, e esta é a primeira vez que isso acontece comigo. Mas tenho convicções firmes a respeito e, por isso, estou tomando medidas legais”, declarou.

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