O que começou como uma curiosidade durante a concentração da Seleção Brasileira em 2014 se tornou um dos principais hobbies de Neymar. Ao longo de 12 anos, o atacante passou a se dedicar ao pôquer, participando de torneios nacionais e internacionais e acumulando mais de R$ 2,4 milhões em premiações, segundo registros públicos.
Considerado um esporte da mente, assim como o xadrez, o pôquer ganhou espaço na rotina do jogador, que já disputou etapas do Brazilian Series of Poker (BSOP), da World Series of Poker (WSOP), em Las Vegas, e do European Poker Tour (EPT). Neymar também se tornou embaixador da plataforma PokerStars e passou a estudar estratégias da modalidade.
A relação com o jogo se intensificou durante períodos importantes da carreira, como após a eliminação do Brasil na Copa de 2022 e durante a recuperação de uma lesão no joelho em 2023. Desde então, o atleta participou de diversos eventos presenciais e partidas online.
Especialistas e profissionais do pôquer afirmam que Neymar leva para as mesas características semelhantes às demonstradas no futebol: competitividade, agressividade e capacidade de lidar com pressão. Para Rafael Moraes, CEO do BSOP, o jogador trata a modalidade com seriedade e busca constantemente evoluir.
Apesar do envolvimento, a prática também gera críticas. Parte das discussões envolve momentos em que Neymar apareceu jogando pôquer enquanto o Santos estava em atividade. Especialistas destacam que o problema não está no hobby em si, mas no equilíbrio com descanso, recuperação física e compromissos profissionais.
Além da competição, o pôquer teria se tornado para Neymar um espaço de privacidade, onde ele deixa de ser tratado apenas como uma celebridade e passa a ser visto como mais um jogador na mesa.
Com o futuro da carreira no futebol ainda indefinido, Neymar já afirmou que gostaria de disputar torneios profissionalmente após pendurar as chuteiras. Para amigos e especialistas, porém, o que mais o atrai na modalidade não é o dinheiro, mas o desafio de competir.