A nomeação do general venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero para atuar como adido militar da Venezuela no Brasil gerou repercussão no meio político e diplomático. O militar é alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos desde novembro de 2024 por suposto envolvimento na repressão a protestos contra o governo de Nicolás Maduro.
Em resposta à Câmara dos Deputados, o Ministério das Relações Exteriores informou que a autorização para o exercício da função foi concedida após parecer favorável do Ministério da Defesa. Segundo o Itamaraty, sua participação limitou-se à comunicação da decisão às autoridades venezuelanas.
Já o Ministério da Defesa afirmou que não encontrou impedimentos para conceder o beneplácito diplomático, procedimento exigido para que representantes estrangeiros possam desempenhar determinadas funções oficiais em território brasileiro.
A nomeação provocou críticas de parlamentares e reacendeu o debate sobre a condução da política externa brasileira em relação ao governo da Venezuela. Entre os questionamentos estão as sanções internacionais aplicadas ao militar e as acusações de violações de direitos humanos atribuídas à repressão de manifestações no país vizinho.
Até o momento, o governo brasileiro sustenta que a autorização seguiu os trâmites diplomáticos previstos e não anunciou qualquer mudança em relação à decisão.