Quem tem diabetes tipo 2 não precisa abrir mão do pão ou do cuscuz no café da manhã, mas deve prestar atenção principalmente à quantidade consumida e à forma como os alimentos são combinados. A orientação é da nutricionista e educadora em diabetes Tarcila Campos, integrante do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
Segundo a especialista, o cuscuz de milho costuma levar vantagem sobre muitos pães industrializados por ser um alimento menos processado e preservar nutrientes do milho. Ainda assim, isso não significa que ele possa ser consumido sem moderação.
O pão francês também pode fazer parte da alimentação de quem tem diabetes. A recomendação é consumir uma unidade de tamanho tradicional, retirar parte do miolo, quando possível, e combiná-lo com proteínas, como ovos, queijo ou frango desfiado. Essa estratégia ajuda a reduzir a velocidade de absorção dos carboidratos e evita picos de glicemia.
No caso do cuscuz, a orientação é iniciar com duas a três colheres de sopa e também acompanhá-lo de uma fonte de proteína, como ovos, queijo ou iogurte. Além disso, especialistas recomendam evitar o excesso de carboidratos na mesma refeição, deixando frutas para outro horário do dia, por exemplo.
A nutricionista destaca que não existe um alimento capaz de controlar ou descontrolar sozinho a glicemia. O impacto depende da porção consumida, da combinação dos alimentos e das características individuais de cada organismo.
Por isso, sempre que possível, o acompanhamento da glicemia com glicosímetro ou sensor pode ajudar a identificar como cada pessoa reage ao pão, ao cuscuz e a outros alimentos.
Para os especialistas, o objetivo não é excluir alimentos tradicionais da dieta, mas adaptar a alimentação de forma equilibrada, respeitando os hábitos de cada pessoa e favorecendo um melhor controle da diabetes.