Sentir atração por outra pessoa, mesmo estando em um relacionamento estável, é uma experiência considerada normal pela psicologia e não significa, por si só, que o amor acabou ou que haverá uma traição. Especialistas explicam que perceber alguém como atraente faz parte do funcionamento natural do cérebro e pode acontecer de forma espontânea, sem intenção consciente.
Segundo estudos na área, o início da atração está ligado aos sistemas cerebrais de recompensa e motivação, especialmente à liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer e ao interesse. Fatores como novidade, convivência frequente, afinidades e admiração também podem despertar esse tipo de sentimento.
No entanto, a psicologia faz uma distinção importante entre sentir e agir. Enquanto a atração pode surgir involuntariamente, as atitudes tomadas a partir dela dependem de escolhas pessoais e dos limites estabelecidos pelo casal.
De acordo com especialistas, alimentar fantasias, esconder conversas, buscar proximidade intencional ou manter vínculos secretos já envolve decisões conscientes que podem fortalecer ou fragilizar a relação. Por isso, sentir atração não é sinônimo de infidelidade, mas a forma como cada pessoa lida com esse sentimento pode influenciar diretamente a confiança e a saúde do relacionamento.
Os pesquisadores ressaltam ainda que as reações variam de pessoa para pessoa e que os estudos disponíveis analisam grupos específicos, não devendo seus resultados ser generalizados para toda a população.