Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos atos de 8 de janeiro de 2023, Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, cumpre prisão domiciliar em Paulínia (SP) desde março de 2025. Apesar de estar em casa, ela segue submetida a rígidas medidas judiciais e monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Entre as restrições impostas, Débora não pode sair da residência para atividades cotidianas. Ela está impedida de levar os filhos à escola, fazer compras, caminhar pelo bairro ou viajar com a família, o que tem impactado diretamente sua convivência com as crianças e a rotina familiar.
Recentemente, falhas no sinal da tornozeleira eletrônica levaram o ministro Alexandre de Moraes a solicitar esclarecimentos. A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo informou, porém, que as oscilações foram provocadas por problemas técnicos no equipamento e não por tentativa de fuga ou descumprimento das medidas judiciais.
Débora foi condenada a 14 anos de prisão por sua participação nos atos de 8 de janeiro. Entre as acusações estão associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano ao patrimônio tombado. O caso ganhou notoriedade porque ela escreveu, com um batom, a frase “Perdeu, Mané” na Estátua da Justiça, em frente ao STF.
Segundo familiares, o cumprimento da pena em casa tem provocado forte impacto emocional. Os filhos pequenos demonstram receio de uma nova separação da mãe e, de acordo com relatos da família, frequentemente perguntam se a tornozeleira eletrônica está funcionando corretamente. Débora também recebe acompanhamento psicológico remoto para lidar com o isolamento e as consequências da prisão domiciliar.