Rogeria Bolsonaro (PL), mãe do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e dos ex-parlamentares Carlos e Eduardo Bolsonaro, será candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro nas eleições deste ano. A decisão representa uma mudança nos planos do partido, já que ela era cotada para ocupar a suplência na chapa de Márcio Canella (União) ao Senado.
Segundo aliados, a alteração foi definida após avaliações internas da legenda. A estratégia do PL é ampliar as chances de eleição de Rogeria e, ao mesmo tempo, fortalecer a bancada do partido na Câmara dos Deputados pelo estado do Rio de Janeiro.
Aos 66 anos, Rogeria Bolsonaro tem experiência na política. Ela foi vereadora da capital fluminense por dois mandatos consecutivos, entre 1993 e 2000. Em 2020, tentou retornar à Câmara Municipal, mas terminou como suplente.
Nos bastidores, integrantes do PL acreditam que Rogeria poderá herdar parte do eleitorado da família Bolsonaro no estado. Neste ano, nenhum dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro disputará vagas de deputado federal ou senador pelo Rio de Janeiro.
Atualmente senador, Flávio Bolsonaro deixará o mandato no início do próximo ano para disputar a Presidência da República. Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro, será candidato ao Senado por Santa Catarina. Já Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos e teve o mandato de deputado federal cassado no ano passado, pretende disputar uma suplência ao Senado pelo PL em São Paulo. O vereador Jair Renan Bolsonaro, por sua vez, concorrerá a uma vaga na Câmara dos Deputados por Santa Catarina.
A candidatura de Rogeria também ocorre em meio às negociações envolvendo uma possível aliança entre o PL e a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, que ainda avalia permanecer neutra na disputa pelo governo do Rio de Janeiro.
O cenário político ganhou novos contornos após Márcio Canella ser preso no início deste mês durante uma operação da Polícia Federal. Posteriormente, ele foi colocado em liberdade e teve a tornozeleira eletrônica retirada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A situação aumentou as incertezas em torno da composição das alianças no estado para as eleições deste ano.
