O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que realizará, em 17 de agosto, uma reunião com embaixadores e representantes diplomáticos de diversos países para apresentar o funcionamento da urna eletrônica brasileira. O encontro contará com a participação de representantes dos Estados Unidos e de outras nações com representação no Brasil.
Em nota, o TSE afirmou que a urna eletrônica é um “patrimônio do povo brasileiro” e que o presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, fará uma apresentação sobre o sistema de votação e os mecanismos de segurança adotados nas eleições.
Segundo o tribunal, a área internacional do TSE foi procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar de uma possível visita de integrantes do governo americano ao Brasil, mas a pauta específica da viagem não foi informada. A reunião com os representantes estrangeiros não foi marcada naquele momento devido ao recesso do Judiciário.
O TSE também destacou que diversas organizações internacionais já aceitaram participar da Missão de Observadores Eleitorais (MOE) para acompanhar as eleições de outubro, entre elas a Organização dos Estados Americanos (OEA), União Europeia, Parlasul, Carter Center, Uniore e ROJAE-CPLP. Convites também foram enviados à União Africana e à Liga Árabe.
Itamaraty negou vistos a funcionários dos EUA
A movimentação ocorre após o Ministério das Relações Exteriores negar vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam viajar ao Brasil para tratar de temas relacionados a liberdade de expressão e eleições.
Os funcionários americanos Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, ligados ao Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, tiveram os pedidos negados em meio ao debate sobre questionamentos à confiabilidade das urnas eletrônicas feitos pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo integrantes do governo brasileiro, houve preocupação de que a visita pudesse ser utilizada em um contexto político-eleitoral para questionar o sistema brasileiro de votação.
O TSE afirmou que mantém a tradição de receber observadores internacionais durante os processos eleitorais, mas diferencia essas missões de iniciativas voltadas a questionar previamente a legitimidade do sistema eleitoral.