Afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e com julgamento marcado para o início de agosto em um processo que apura acusação de assédio sexual, o ministro Marco Buzzi também é alvo de outra investigação. Desta vez, o magistrado é investigado em um inquérito que apura uma suposta venda de decisões no âmbito da Corte.
O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Em maio, o ministro Cristiano Zanin decidiu manter a investigação sob responsabilidade do STF, argumentando que as apurações envolvem autoridades com prerrogativa de foro.
Além de Marco Buzzi, o ministro do STJ Paulo Dias de Moura Ribeiro também figura entre os investigados no inquérito que apura a suposta comercialização de decisões judiciais, segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
De acordo com informações apuradas pela imprensa, conversas atribuídas ao lobista Andreson de Oliveira Gonçalves — investigado por suspeita de negociar decisões judiciais e corromper assessores de ministros do STJ — fazem referência a um familiar de Marco Buzzi.
Em nota, a assessoria do ministro afirmou que ele “não tem relação com atividades de nenhum de seus familiares, ao contrário, é impedido de exercer função de juiz em casos que familiares atuem”.
A defesa também informou que o magistrado “não tem conhecimento de andamentos do caso em tela”.
As investigações seguem em andamento no Supremo Tribunal Federal, sem decisão definitiva sobre as suspeitas apuradas.