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Lei de mercados e farmácias beneficia idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência

Por Guilherme Silva
13/mar/2026
Em Geral
Lei de mercados e farmácias beneficia idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência

Lei assegura atendimento prioritário a idosos em qualquer guichê do comércio

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A lei obrigatória em mercados e farmácias assegura que idosos e pessoas com deficiência tenham atendimento prioritário individualizado em qualquer guichê. Essa norma federal impede que o cidadão fique restrito apenas aos caixas específicos sinalizados com a placa de preferencial.

O que estabelece a legislação de atendimento prioritário no comércio?

A base legal do atendimento prioritário em mercados, farmácias e demais estabelecimentos é a Lei nº 10.048/2000, regulamentada pelo Decreto nº 5.296/2004 e ampliada pela Lei nº 14.626/2023. O texto legal determina que o suporte deve ser realizado sem demoras excessivas em estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo em todo o país, beneficiando pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência, gestantes, lactantes, obesos, pessoas com mobilidade reduzida e doadores de sangue.

O Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003) reforça essa proteção, garantindo especificamente a dignidade e a prioridade de atendimento dos cidadãos com mais de 60 anos em órgãos públicos e empresas privadas. Essa proteção é complementada pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que assegura a remoção de barreiras físicas, comunicacionais, tecnológicas e atitudinais para pessoas com deficiência.

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Créditos: depositphotos.com / gyn9037
No caso de pessoas com deficiência, a comprovação pode ser feita por meio de laudos médicos – Créditos: depositphotos.com / gyn9037

Quais documentos comprovam o direito ao atendimento?

Para garantir a fluidez, o cidadão deve portar um documento de identificação oficial com foto que comprove a idade mínima exigida por lei. No caso de pessoas com deficiência, a comprovação pode ser feita por meio de laudos médicos ou cartões específicos de benefícios sociais.

A lei também protege as deficiências ocultas, que nem sempre são visíveis durante uma breve interação social no balcão. Para validar o acesso ao atendimento prioritário, o consumidor pode utilizar os seguintes registros oficiais:

  • Documentos de identidade como o RG ou a CNH para comprovação de idade.
  • Cartão do BPC ou comprovantes de rendimentos do INSS para identificação social.
  • Cordão de girassol, utilizado internacionalmente para identificar deficiências não aparentes.
  • CIPTEA — Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista — para prioridade imediata.

A prioridade é limitada apenas aos caixas preferenciais?

Muitos gerentes de estabelecimentos acreditam erroneamente que a prioridade se resume à existência de um único guichê sinalizado. Contudo, o entendimento jurídico atual confirma que o beneficiário pode solicitar o atendimento imediato em qualquer ponto de venda da loja.

A existência de uma fila preferencial não anula o direito de passar à frente em uma fila comum se esta apresentar menor tempo de espera. O benefício é individualizado e deve ser aplicado no exato momento em que o idoso se apresenta para efetuar o pagamento do serviço prestado.

Créditos: depositphotos.com / Kwangmoozaa
Supermercados estão se adaptando a nova legislação – Créditos: depositphotos.com / Kwangmoozaa

Quais são as principais diferenças entre as leis de proteção?

Embora busquem a inclusão, o Estatuto da Pessoa Idosa e a Lei Brasileira de Inclusão possuem focos distintos. O primeiro concentra-se na proteção das pessoas com 60 anos ou mais. Já a segunda detalha a remoção de múltiplas barreiras físicas, comunicacionais, tecnológicas e atitudinais enfrentadas por pessoas com deficiência.

Como o cidadão deve agir diante do descumprimento?

Se um mercado ou farmácia negar a prioridade, o primeiro passo é solicitar a presença do gerente responsável pela unidade. Explique que a legislação de atendimento prioritário não permite a restrição do benefício apenas ao caixa que possui a placa de sinalização preferencial.

Caso a situação não seja resolvida amigavelmente, o consumidor deve registrar uma queixa formal no Procon ou em órgãos de defesa do consumidor. Manter uma cópia digital das leis no celular ajuda a fundamentar o pedido e evita discussões desnecessárias durante a permanência no estabelecimento.

Créditos: depositphotos.com / rmcarvalhobsb
Aplicativo INSS – Créditos: depositphotos.com / rmcarvalhobsb

Qual é o impacto social do respeito à fila prioritária?

A conscientização coletiva é essencial para que os direitos deixem de ser apenas letras no papel e se tornem práticas cotidianas nas cidades brasileiras. Respeitar o atendimento prioritário é um dever de cidadania que garante a dignidade de quem possui mobilidade reduzida ou idade avançada.

Empresas que treinam seus funcionários para aplicar corretamente a legislação de atendimento prioritário evitam multas pesadas e melhoram sua reputação perante o público. O cumprimento dessas normas reflete o amadurecimento de uma sociedade que valoriza a inclusão e o respeito mútuo em todos os níveis do comércio varejista.

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