A interdição total da Ponte Grande, que conecta Conceição das Alagoas (MG) a Miguelópolis (SP), alterou de forma significativa a rotina de motoristas e moradores da região, com bloqueio iniciado em 5 de fevereiro de 2026 após identificação de trincas em pilares estruturais e previsão de liberação parcial em, no mínimo, três meses.
Quando a Ponte Grande entre SP e MG deve ser liberada para o tráfego?
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, informou que a liberação parcial da Ponte Grande depende de um laudo técnico detalhado e de obras emergenciais. A estimativa é de cerca de 45 dias para conclusão do laudo e mais 45 dias para intervenções iniciais.
Até o fim desse processo, o tráfego segue totalmente suspenso, e os órgãos públicos reforçam que os condutores devem respeitar a interdição e utilizar apenas as rotas alternativas oficiais. A medida busca evitar riscos de colapso estrutural e acidentes próximos à ponte.
Qual a importância da Ponte Grande para o transporte regional?
Construída na década de 1970, em conjunto com a Usina Hidrelétrica de Volta Grande, a Ponte Grande tem cerca de 540 metros de extensão e 7,8 metros de largura. Ela conecta a MG-427 ao interior paulista, facilitando o acesso a municípios como Barretos e Guaíra.
Com o bloqueio, muitos trajetos ficaram até 100 km mais longos, elevando o consumo de combustível, o desgaste dos veículos e o tempo de deslocamento. O impacto é especialmente sentido no escoamento da produção agropecuária e no transporte diário de trabalhadores e estudantes. Veja a importância da estrutura na região:
🌉Importância estratégica da Ponte Grande
Quais são as rotas alternativas durante o bloqueio da ponte?
Para reduzir os impactos da interdição da ponte que liga SP e MG, DER-MG e órgãos rodoviários paulistas definiram caminhos alternativos por rodovias estaduais e federais. Essas rotas concentram o fluxo desviado e exigem atenção redobrada à sinalização.
As principais alternativas indicadas pelas autoridades para contornar o fechamento da Ponte Grande são:
- Seguir pela MG-427 em direção a Planura e acessar a BR-364, que em São Paulo passa a ser a SP-326 (Rodovia Brigadeiro Faria Lima), continuando até Barretos e depois pela SP-25 até Guaíra.
- Seguir pela MG-427 em direção a Uberaba, acessar a BR-050 até Delta e, ao entrar em São Paulo, continuar pela SP-330 (Rodovia Anhanguera) rumo a Ituverava, seguindo então pela SP-385 até Miguelópolis.
Quais riscos estruturais impediram a liberação imediata da ponte?
Profissionais que analisam a estrutura identificaram fissuras com dimensões capazes de afetar a estabilidade da ponte. As trincas em pilares estruturais levantaram dúvidas sobre a capacidade de suporte da ponte, inclusive para veículos leves.
Por isso, a retomada do trânsito depende de um laudo minucioso que indique o tipo de reforço necessário e se serão exigidos reparos permanentes. Técnicos estudam escoramento, reforço de pilares, recuperação de concreto e monitoramento contínuo para garantir segurança. Veja os detalhes da situação da ponte no vídeo compartilhado por Mateus Simões | Vice-governador de Minas Gerais:
Quais os próximos passos para a retomada do tráfego?
A liberação da ponte entre São Paulo e Minas envolve engenharia, planejamento viário e coordenação entre estados. DER-MG e o Departamento Rodoviário de São Paulo buscam alinhar projetos, responsabilidades e cronogramas para acelerar as intervenções.
Enquanto a Ponte Grande não tiver condições de receber veículos, o tráfego continuará concentrado nas rotas alternativas já estabelecidas. O caso reforça o debate sobre manutenção de obras antigas e a necessidade de investimentos preventivos em corredores rodoviários estratégicos.