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Início Geral

A “Metrópole da Amazônia” supera capitais famosas e abriga a maior feira a céu aberto da América Latina

Por Maura Pereira
10/fev/2026
Em Geral
O mercado é um patrimônio vivo onde se negociam ingredientes que não existem em nenhum outro lugar do planeta

Belém oferece um roteiro histórico que surpreende pela riqueza dos detalhes e pela imponência das construções. / Imagem ilustrativa

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Belém é a porta de entrada para a maior floresta tropical do mundo e uma metrópole que pulsa cultura e história. Capital do Pará, fundada em 1616, a “Metrópole da Amazônia” mistura a arquitetura colonial portuguesa com a vivacidade dos ribeirinhos. O destino é uma experiência sensorial completa, onde o cheiro das ervas no mercado se confunde com a chuva da tarde e o sabor inigualável do açaí.

Por que o Ver-o-Peso é a alma da cidade?

Belém abriga o Mercado Ver-o-Peso, um ícone que vai muito além de um ponto comercial: é o coração pulsante da identidade amazônica. O complexo, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), reúne a maior feira a céu aberto da América Latina. Sua estrutura de ferro, importada da Europa no início do século XX, contrasta com as cores vibrantes das frutas exóticas e o movimento incessante dos barcos que trazem o pescado fresco.

O mercado é um patrimônio vivo onde se negociam ingredientes que não existem em nenhum outro lugar do planeta. Nas barracas das erveiras, o visitante encontra garrafadas medicinais e banhos de cheiro que prometem sorte e amor, uma tradição secular que mistura saberes indígenas e africanos, preservada no meio da agitação urbana.

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A "Metrópole da Amazônia" supera capitais famosas e abriga a maior feira a céu aberto da América Latina
Belém é servida pelo Aeroporto Internacional de Val-de-Cans, que recebe voos diários de todas as regiões do Brasil e conexões internacionais. / Créditos: depositphotos.com / dabldy

Onde a história colonial encontra a floresta?

Belém oferece um roteiro histórico que surpreende pela riqueza dos detalhes e pela imponência das construções. O Centro Histórico, especialmente o bairro da Cidade Velha, é um museu a céu aberto que narra a ocupação da Amazônia.

  • Igreja da Sé: Catedral metropolitana com interior barroco e neoclássico, ponto de partida do Círio de Nazaré.
  • Cemitério da Soledade: Um parque-museu com mausoléus monumentais sob a sombra de mangueiras centenárias.
  • Museu Paraense Emílio Goeldi: Instituição científica que guarda tesouros arqueológicos e um parque zoobotânico no meio da cidade.
  • Forte do Presépio: O marco zero da fundação da cidade, com canhões voltados para a Baía do Guajará.
  • Estação das Docas: Antigos armazéns do porto revitalizados que hoje abrigam gastronomia e cultura à beira-rio.

Descubra o que mudou em Belém após a COP 30 e como a cidade se preparou para o futuro. O vídeo é do canal Estevam Pelo Mundo, que conta com mais de 1 milhão de inscritos, e detalha o novo hotel cinco estrelas, dicas de gastronomia paraense e roteiros históricos imperdíveis:

Quais sabores você só encontra no Pará?

A gastronomia paraense é considerada uma das mais autênticas do Brasil, preservando técnicas e ingredientes indígenas. O açaí aqui é consumido como prato principal, grosso e sem açúcar, acompanhado de peixe frito e farinha d’água. O tacacá, servido quente em cuias nas esquinas, é um caldo de tucupi com goma, jambu (erva que adormece a boca) e camarão seco.

Não se pode deixar a cidade sem provar o pato no tucupi e a maniçoba, conhecida como a “feijoada paraense”, feita com a folha da maniva cozida por sete dias. Os sorvetes de frutas regionais, como bacuri, cupuaçu e taperebá, completam o banquete de sabores exóticos.

Como lidar com o calor equatorial?

O clima em Belém é quente e úmido durante todo o ano, com chuvas frequentes que amenizam a temperatura, famosas por terem “hora marcada”. A cidade já registrou recordes de calor próximos a 35 °C (com sensação térmica superior), o que torna as manhãs e os finais de tarde os melhores momentos para passeios ao ar livre.

Melhor época para visitar

Guia de clima e eventos para planejar seu roteiro
Janeiro a maio 24°C a 30°C
Inverno amazônico: Estação mais chuvosa, ideal para roteiros culturais em museus e na Estação das Docas.
Junho e julho 24°C a 31°C
Verão amazônico: Transição para o período seco, época de festas juninas e banhos nas praias de rio.
Agosto a novembro 25°C a 32°C
Sol e ilhas: Época mais seca e quente do ano, perfeita para passeios de barco e visita às ilhas.
CÍRIO DE NAZARÉ
Outubro 25°C a 32°C
Fé e emoção: A cidade fica lotada, vibrante e tomada pela energia do Círio de Nazaré.
* Reserve hospedagem com meses de antecedência para o Círio.

Baseado em dados climáticos aproximados aos do Climatempo.

Créditos: depositphotos.com / gustavofrazao

Como chegar à metrópole da Amazônia?

Belém é servida pelo Aeroporto Internacional de Val-de-Cans, que recebe voos diários de todas as regiões do Brasil e conexões internacionais. O aeroporto fica a cerca de 12 km do centro, com fácil acesso por táxi ou aplicativos de transporte.

Por via terrestre, a principal ligação é a rodovia Belém-Brasília (BR-153/BR-010), uma viagem longa que conecta o norte ao centro-sul do país. A cidade também possui um porto movimentado, recebendo navios de cruzeiro e embarcações regionais que navegam pelos rios da Amazônia.

Vivencie Belém

Belém é um destino que desperta todos os sentidos e desafia o paladar.

  • Mergulhe na cultura amazônica explorando o histórico Mercado Ver-o-Peso.
  • Sinta o tremor do jambu e o sabor único do tucupi na culinária local.
  • Caminhe sob o túnel de mangueiras que dá o apelido carinhoso à cidade.

Prepare-se para se apaixonar pela cultura, pelo calor humano e pela força da natureza paraense!

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