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Casal vê dinheiro sumir da conta, prova falha de segurança e Justiça obriga banco a pagar R$ 65 mil

Por Guilherme Silva
02/fev/2026
Em Geral
Banco ignora transações fora do perfil do cliente e é condenado a restituir R$ 50 mil e pagar danos morais

Banco ignora transações fora do perfil do cliente e é condenado a restituir R$ 50 mil e pagar danos morais

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Um casal obteve vitória judicial para reaver R$ 50 mil desviados de sua conta bancária por meio de transferências fraudulentas. A sentença também determinou o pagamento de R$ 15 mil por danos morais, fundamentada na falha grave dos mecanismos de segurança e monitoramento da instituição financeira.

O banco devolve dinheiro roubado via Pix em caso de falha?

A restituição integral de valores subtraídos é obrigatória quando o banco não utiliza ferramentas eficazes para bloquear movimentações atípicas e suspeitas. No caso em questão, diversas transferências foram realizadas em um curto intervalo, fugindo completamente do perfil de consumo histórico dos correntistas lesados.

Mesmo após o alerta imediato das vítimas, a instituição falhou ao não acionar o bloqueio preventivo com a agilidade necessária para interromper o crime. A justiça considerou que a inércia do banco permitiu o esvaziamento da conta, consolidando o dever de reparar o prejuízo material sofrido pela família.

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Golpe do Pix termina sem indenização após Justiça reconhecer erro comum cometido pela vítima
Golpe do Pix termina com R$ 15 mil de indenização para vítima na Justiça

A instituição responde por fraudes praticadas por terceiros?

As instituições financeiras possuem responsabilidade objetiva pelos danos gerados por fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias. Esse entendimento, consolidado pela Súmula 479 do STJ, protege o consumidor que se encontra em situação de vulnerabilidade diante de sistemas falhos.

O banco deve assumir os riscos inerentes à sua atividade lucrativa, não podendo transferir o ônus de invasões sistêmicas ao cliente. Para se isentar, a empresa precisaria comprovar a culpa exclusiva da vítima, o que raramente ocorre quando há nítida falha na detecção de transações fraudulentas repetitivas.

No vídeo a seguir, o canal Advogado William Carvalho, que conta com 349 mil inscritos e já soma 10 mil visualizações neste conteúdo atualizado, detalha quais são os seus direitos e o passo a passo jurídico do que fazer ao realizar um Pix errado:

Qual o valor da indenização por golpe do Pix e danos morais?

A reparação financeira é calculada com base na gravidade da negligência bancária e no tempo que o cliente levou para recuperar seu patrimônio financeiro. A tabela abaixo detalha as compensações comuns aplicadas pelo judiciário brasileiro em situações de falha na prestação de serviço digital.

A condenação por danos morais no valor de R$ 15 mil serviu como medida pedagógica para que o banco invista em tecnologias de proteção mais robustas. O tribunal entendeu que o casal sofreu um abalo psicológico severo ao ver suas economias desaparecerem sem o suporte devido do canal de atendimento.

Veja tabela abaixo de quando ocorre indenizações por falha do serviço bancário:

⚖️ Indenizações por Falha em Serviço Bancário

Entenda como o judiciário calcula a reparação em casos de negligência digital
A reparação financeira é calculada com base na gravidade da negligência bancária e no tempo que o cliente levou para recuperar seu patrimônio. Confira os parâmetros comuns aplicados:
Tipo de Dano
Característica Principal
Estimativa de Indenização
Dano Material
Restituição do valor roubado ou desviado.
100% do valor + correção
Dano Moral
Abalo psíquico, estresse e desvio produtivo do tempo.
R$ 5 mil a R$ 15 mil
Lucros Cessantes
O que a vítima deixou de ganhar por estar sem o recurso.
Valor variável sob prova
💡
Teoria do Desvio Produtivo
Os tribunais têm reconhecido que o tempo gasto pelo consumidor para resolver problemas causados pelo banco — que poderiam ter sido evitados com segurança adequada — gera um dano indenizável, pois retira do cidadão o seu recurso mais escasso: o tempo.
Jurisprudência favorável ao consumidor (Súmula 479 STJ) Alta

Como buscar seus direitos e recuperar o dinheiro perdido?

O sucesso na reparação judicial depende da organização rigorosa de evidências que comprovem a tentativa de solução administrativa e a falha do banco. Registrar a reclamação em órgãos reguladores fortalece a tese de que o consumidor agiu com diligência para mitigar os danos logo após o crime.

  • Exija o protocolo de contestação da transação e o comprovante de registro no Banco Central.
  • Reúna o extrato bancário demonstrando que as movimentações fogem do seu padrão habitual.
  • Apresente prints de tentativas de contato frustradas com o suporte ou gerente da conta.
PIX e dinheiro embaixo do celular - Créditos: depositphotos.com / Etalbr
PIX e dinheiro embaixo do celular – Créditos: depositphotos.com / Etalbr

Por que a decisão judicial favorece as vítimas de estelionato?

A sentença destaca que o cidadão não pode ser penalizado pela sofisticação dos crimes cibernéticos ou pela ineficiência operacional das grandes instituições. A inversão do ônus da prova garante que o consumidor tenha acesso facilitado à justiça, sem a necessidade de perícias técnicas inacessíveis.

Este precedente reforça que a segurança digital é uma garantia fundamental e que o descaso com o dinheiro do cliente gera consequências pesadas para os bancos. Manter-se informado sobre essas decisões é o primeiro passo para garantir que seus direitos patrimoniais sejam plenamente respeitados.

  • Bancos devem monitorar e bloquear transações fora do padrão de forma automatizada.
  • Consumidores têm direito à restituição integral acumulada com juros e correção.
  • Danos morais compensam o desgaste e o tempo perdido na tentativa de resolução direta.
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