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Início Tecnologia

Cientistas alertam: rotação da Terra deve acelerar nos próximos dias; entenda impactos

Por Felipe Dantas
09/jul/2025
Em Tecnologia
Cientistas alertam: rotação da Terra deve acelerar nos próximos dias; entenda impactos

Terra - Créditos: depositphotos.com / Rangizzz

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Nesta quarta-feira (9/7), a rotação da Terra deve se acelerar ligeiramente, fazendo com que o dia dure cerca de 1,30 milissegundo a menos que o habitual — ou seja, um pouco abaixo das tradicionais 24 horas (equivalentes a 86.400 segundos).

Essa leve variação, embora não seja perceptível no cotidiano, chama a atenção de especialistas. De acordo com o portal Time and Date, que monitora padrões globais de tempo, essa não será uma ocorrência isolada. Há previsão de que outros dois dias – 22 de julho e 5 de agosto – também tenham duração reduzida, com encurtamentos estimados em 1,38 e 1,51 milissegundo, respectivamente.

Por que a duração do dia varia na Terra?

Cientistas alertam: rotação da Terra deve acelerar nos próximos dias; entenda impactos
Terra – Créditos: depositphotos.com / dell640

As informações são baseadas em projeções feitas pelo Time and Date, com apoio de dados fornecidos pelo Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS) e pelo Observatório Naval dos Estados Unidos. Apesar de a diferença ser mínima (1 milissegundo equivale a apenas 0,001 segundo), o fenômeno desperta interesse da comunidade científica, que busca entender melhor os processos internos do planeta que causam essas variações sutis na rotação.

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A rotação da Terra é influenciada por uma variedade de fatores. Terremotos intensos, movimentação de massas de ar, redistribuição de oceanos e até fenômenos atmosféricos, como ventanias e tempestades, podem alterar o equilíbrio do planeta e acelerar ou desacelerar o giro terrestre. Alterações internas, tais como a movimentação do núcleo e do manto, também possuem influência considerável sobre a velocidade de rotação.

De acordo com registros históricos, a tendência natural do planeta era de desaceleração, principalmente em razão da interação gravitacional com a Lua. Esse processo ocorre porque o satélite natural se afasta da Terra gradativamente, gerando um efeito de freio e aumentando, lentamente, a quantidade de tempo necessária para um giro completo.

O que explica a recente aceleração da rotação?

Desde 2020, cientistas notaram uma mudança no padrão, com a ocorrência de dias mais curtos de forma sucessiva. A principal suspeita recai sobre as posições da Lua em determinados períodos do ano, principalmente quando o satélite se encontra mais afastado do Equador terrestre. Nesses momentos, a influência gravitacional diminui, permitindo que a Terra gire um pouco mais rápido do que o habitual.

  • Redução milimétrica do comprimento do dia em milissegundos
  • Recordes recentes de dias curtos registrados em 2024
  • Interferência de fenômenos naturais como terremotos, deslocamentos de massas e derretimento de geleiras

Além disso, a mudança climática e suas consequências para o volume de água nos polos, a movimentação de massas líquidas e sólidas pelo mundo, e a redistribuição de elementos internos são motivos considerados em análises científicas. Um exemplo notório é o terremoto de 2011 no Japão, responsável por deslocar o eixo do planeta e reduzir a duração do dia em microssegundos.

Como os cientistas acompanham as mudanças nos dias?

A medição da rotação do planeta é feita com auxílio de relógios atômicos, que garantem elevado grau de precisão no acompanhamento do tempo. A partir do início da década de 1970, tornou-se comum a utilização do segundo intercalar, um ajuste que busca alinhar o tempo atômico com a realidade do tempo terrestre. Sempre que necessário, adiciona-se um segundo para manter o sincronismo com a rotação da Terra.

Entre 1972 e 2016, foram 27 inserções desse ajuste. Recentemente, pela primeira vez, cogita-se até mesmo remover esse segundo, caso a tendência de aceleração persista. Tais adaptações despertam debates na comunidade científica sobre a necessidade de alterar padrões seculares de medição do tempo, devido a mudanças inesperadas em nossa própria casa cósmica.

Quais eventos podem modificar a rotação do planeta?

A distribuição de massa no interior ou superfície da Terra exerce papel fundamental. O derretimento de geleiras, intensificado pelo aquecimento global, redistribui grandes volumes de água de regiões polares para os oceanos, afetando o equilíbrio. Catástrofes naturais, como grandes terremotos ou erupções vulcânicas, também influenciam minimamente a duração do dia.

  • Derretimento de geleiras e calotas polares: Quando o gelo das regiões polares derrete, a água se redistribui para os oceanos, especialmente em direção ao equador. Isso age como um patinador de gelo que abre os braços: a massa se afasta do eixo de rotação, o que causa uma desaceleração na rotação da Terra e, consequentemente, um alongamento dos dias.
  • Variações nas massas de água (oceanos e água subterrânea):
    • Mudanças no nível do mar: A redistribuição da água dos oceanos devido a variações climáticas naturais ou ao derretimento de gelo afeta a distribuição de massa do planeta e, assim, sua rotação.
    • Extração de água subterrânea: A retirada em larga escala de água de aquíferos subterrâneos e sua posterior redistribuição para os oceanos também contribui para a alteração da rotação e inclinação do eixo da Terra.
  • Forças de maré da Lua e do Sol: A atração gravitacional da Lua e, em menor grau, do Sol, causa as marés nos oceanos. Essa interação gera um “arrasto” que, ao longo de milhões de anos, tem gradualmente desacelerado a rotação da Terra, aumentando a duração dos dias.
  • Grandes terremotos: Terremotos de grande magnitude podem redistribuir a massa do planeta em seu interior. Por exemplo, um terremoto forte pode deslocar rochas e massa subterrânea para mais perto do eixo de rotação, fazendo com que a Terra gire um pouco mais rápido (assim como um patinador que puxa os braços para perto do corpo para girar mais rápido).
  • Movimento do núcleo terrestre: O movimento complexo do núcleo de ferro fundido da Terra também influencia a rotação. Essas flutuações internas podem causar pequenas variações na velocidade de rotação.
  • Eventos climáticos (El Niño/La Niña): Grandes fenômenos climáticos como o El Niño e La Niña podem redistribuir vastas massas de água e ar na atmosfera e nos oceanos, o que tem um impacto detectável na duração do dia.
  • Atrito atmosférico: A interação entre a atmosfera e a superfície da Terra, através de ventos e padrões de circulação, também exerce um pequeno arrasto ou impulso que pode influenciar a rotação.
  • Eventos astronômicos:
    • Impactos de asteroides/cometas: Embora raros em grande escala, o impacto de um corpo celeste massivo na Terra poderia, teoricamente, alterar sua rotação e inclinação.
    • Atração gravitacional de outros planetas: A atração gravitacional de outros planetas, especialmente Júpiter e Saturno, pode influenciar a precessão (oscilação do eixo de rotação) e a obliquidade (inclinação do eixo) da Terra, o que indiretamente afeta a distribuição da radiação solar e pode ter implicações climáticas em escalas de tempo muito longas.

Esses elementos criam um cenário onde o tempo, apesar de rígido no cotidiano humano, é flexível aos olhos da ciência. Estima-se que, nas eras passadas, a Terra tivesse dias ainda mais curtos — durante o período dos dinossauros, por exemplo, cada dia tinha cerca de 23 horas. No futuro distante, prevê-se que os dias alcancem até 25 horas, devido à continuidade da interação gravitacional lunar.

O acompanhamento destas variações segue sendo fundamental, tanto para a ciência quanto para setores que dependem de precisão máxima no tempo, como a navegação e a tecnologia de comunicação. Novos recordes de dias curtos podem surgir em 2025, reflexo de que o planeta segue em constante transformação. Assim, mesmo pequenas variações na rotação guardam informações relevantes sobre as forças naturais e o funcionamento interno da Terra.

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