Ator afirmou que o Executivo teria impedido a estreia de Dark Horse no Brasil antes das eleições, mas não apresentou detalhes sobre as medidas que teriam sido adotadas.
O ator norte-americano Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de impedir o lançamento da produção no Brasil antes das eleições.
Em entrevista, Caviezel afirmou que o governo teria tornado ilegal a estreia do longa no período eleitoral. O ator, no entanto, não detalhou quais medidas teriam sido tomadas para barrar a exibição.
O lançamento de Dark Horse no país foi adiado e está previsto para 2027. Dirigido por Cyrus Nowrasteh, o filme retrata a trajetória política de Bolsonaro, desde sua atuação como deputado federal até a chegada à Presidência da República. A produção também aborda o atentado a faca sofrido pelo ex-presidente em 2018.
Encontro com Flávio Bolsonaro na Flórida
Caviezel se encontrou com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na noite de quinta-feira (5), durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Mar-a-Lago, na Flórida, nos Estados Unidos.
O registro do encontro foi divulgado por Eduardo Bolsonaro, irmão do senador. Flávio também participou da conferência e discursou no evento, afirmando acreditar que sua trajetória política ainda não chegou ao fim.
Filme teve patrocínio atribuído a Daniel Vorcaro
Concebido como uma homenagem à trajetória de Jair Bolsonaro e uma tentativa de preservar seu legado político, Dark Horse acabou envolvido em uma controvérsia relacionada ao financiamento da produção.
Segundo as informações divulgadas, o filme teria recebido patrocínio secreto de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, envolvido no escândalo financeiro que levou à investigação de suspeitas de fraudes na instituição.
Em maio, Flávio Bolsonaro foi associado a mensagens nas quais teria solicitado recursos a Vorcaro por meio do WhatsApp. A negociação mencionada previa um repasse de US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões na cotação citada à época. Desse total, teriam sido pagos US$ 10 milhões, cerca de R$ 60 milhões.
A divulgação das mensagens e dos encontros entre o senador e o ex-banqueiro gerou repercussão e atingiu a pré-campanha presidencial de Flávio durante semanas.
A estreia de Dark Horse, inicialmente prometida para depois das eleições, continua sem ocorrer no Brasil.