O número de brasileiros com contas em atraso atingiu um novo recorde histórico em setembro. Ao todo, 84,2 milhões de pessoas estavam inadimplentes no país, contra 83,9 milhões registrados em agosto. Os dados fazem parte do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgado pela Serasa nesta segunda-feira (2).
O levantamento acompanha a quantidade de consumidores negativados, o volume das dívidas e o perfil dos devedores. Em média, cada inadimplente acumula R$ 7.093,83 em débitos, valor equivalente a aproximadamente 4,4 salários mínimos, considerando o piso nacional de R$ 1.621.
Os bancos e os cartões de crédito concentram a maior parcela das dívidas em atraso, correspondendo a 27,16% do total. Pela primeira vez, as financeiras aparecem na segunda posição, com 20,66%, ultrapassando as contas básicas, como água, luz e gás, que representam 20,32% dos débitos.
O levantamento também mostra uma pequena diferença entre homens e mulheres no perfil dos inadimplentes. Elas representam 50,5% dos consumidores com contas em atraso, enquanto eles correspondem a 49,5%.
Feirão Limpa Nome oferece descontos de até 99%
Diante do cenário de endividamento, a Serasa inicia nesta terça-feira (3) uma nova edição do Feirão Limpa Nome, com oportunidades para consumidores renegociarem dívidas e tentarem regularizar a situação financeira.
A campanha segue até 6 de dezembro e reúne mais de 750 milhões de ofertas de negociação. O volume é 14% superior ao registrado na edição realizada no mesmo período do ano passado.
Ao todo, 3,3 mil empresas participam da iniciativa, com descontos que podem chegar a 99% para dívidas elegíveis. As condições variam de acordo com a empresa credora e o tipo de débito.
As negociações poderão ser realizadas pelo site ou aplicativo da Serasa durante todos os dias da campanha, inclusive aos fins de semana e feriados.
Nos casos elegíveis, o consumidor poderá ter o nome retirado dos cadastros de inadimplentes após o pagamento do acordo via Pix. A iniciativa busca facilitar a renegociação de débitos em meio ao crescimento histórico da inadimplência no país.