O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que a legenda pretende disputar a presidência do Senado em 2027 e apoiar o senador Rogério Marinho (PL-RN) para comandar a Casa.
Em entrevista ao SBT News neste domingo (4), Valdemar também descartou uma eventual composição com o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para a próxima legislatura. Segundo ele, o nome do parlamentar está “totalmente descartado” nas negociações do partido.
A movimentação ocorre após o desempenho do PL nas eleições de 2026. Segundo os números apresentados por Valdemar, a legenda elegeu 19 senadores no primeiro turno e deverá iniciar a próxima legislatura com 28 integrantes na Casa, considerando os parlamentares que já possuem mandato.
Valdemar cita possíveis aliados
Ao defender a candidatura de Rogério Marinho, Valdemar afirmou que o PL pretende buscar apoio de outras siglas para formar uma maioria na eleição da Mesa do Senado.
“O Rogério é o que reúne as melhores condições para ser presidente do Senado, é muito preparado. Nós vamos ter o PP do nosso lado, vamos ter o União Brasil, vamos ter o Republicanos. Nós fazemos maioria lá”, declarou.
O presidente do PL também avaliou que o resultado da eleição presidencial terá influência nas negociações pelo comando do Senado. Na visão dele, o governo eleito terá peso na articulação para a escolha do presidente da Casa.
Apesar de projetar a disputa de 2027, Valdemar disse que, neste momento, a prioridade do partido é o segundo turno da eleição presidencial.
Partido também quer negociar comando da Câmara
A estratégia do PL não se limita ao Senado. Valdemar afirmou que a legenda também pretende participar das negociações pela presidência da Câmara dos Deputados.
O dirigente indicou resistência à possibilidade de apoiar novamente Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo os cálculos apresentados por ele, o PL elegeu 121 deputados federais, embora a composição final da bancada ainda possa sofrer alterações em razão do quociente eleitoral.
“Eu acho difícil nós apoiarmos a candidatura do Hugo Motta para presidente. Nós vamos querer discutir a presidência da Câmara e a presidência do Senado”, afirmou Valdemar.
O presidente do PL ponderou, porém, que a definição das duas presidências dependerá das negociações com outras legendas. Segundo ele, caso o partido consiga o comando do Senado, poderá abrir mão da disputa pela Câmara como parte de um acordo político.
Negociações devem envolver eleição presidencial
De acordo com Valdemar, as conversas entre o PL e outras siglas deverão incluir não apenas a composição das Mesas Diretoras do Congresso, mas também o apoio ao candidato do partido à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, no segundo turno.
A disputa pela presidência do Senado ocorrerá em 2027, após a posse da nova composição da Casa. A eleição será feita pelos próprios senadores, e as articulações entre as bancadas ainda devem se estender até a definição da nova Mesa.