A senadora Damares Alves (PL) afirmou nesta sexta-feira (2) que o ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal em casa e, por isso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participou presencialmente de um evento de campanha realizado em Brasília. A informação foi divulgada pela própria parlamentar nas redes sociais.
Segundo Damares, Michelle participou do evento por meio de uma ligação de vídeo e estaria emocionalmente abalada. “Foi um dos momentos mais tristes em que eu já vi a Michelle”, afirmou a senadora.
Durante a declaração, Damares também relacionou o resultado das eleições ao futuro de Bolsonaro. A senadora afirmou que, caso a direita não vença a eleição, o ex-presidente “vai morrer na cadeia”. Ela também classificou Bolsonaro como “preso político” e disse considerar que ele não cometeu os crimes pelos quais foi condenado. Essas afirmações refletem a posição política de Damares e não correspondem a uma conclusão judicial.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Em julho, o ministro Alexandre de Moraes manteve a medida após analisar manifestações da defesa e da Procuradoria-Geral da República.
Críticas ao STF
Damares também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal e acusou a Corte de estar “politizada”. A senadora questionou decisões judiciais envolvendo Bolsonaro e outros aliados e citou a participação do ministro Flávio Dino, por telefone, em um evento político.
Ao falar sobre Michelle, Damares afirmou que a ex-primeira-dama estaria sendo prejudicada pelas medidas impostas ao marido e disse que os dois permaneceriam “presos” caso a direita não vença a eleição.
A senadora ainda mencionou outros integrantes da direita que, segundo ela, seriam “presos políticos”, entre eles os generais Augusto Heleno e Braga Netto e o ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres. A classificação é uma avaliação política de Damares e não uma categoria reconhecida pelas decisões judiciais citadas.
Tornozeleira eletrônica
Na terça-feira (29), a tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro durante a prisão domiciliar foi substituída. A troca foi realizada por uma policial do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica e ocorreu entre 16h20 e 16h40, segundo relatório encaminhado ao STF pelo Núcleo de Custódia da Polícia Militar.
O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. A defesa de Bolsonaro apresentou posteriormente um pedido de revisão criminal da condenação.
