O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), pediu uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Segundo Marinho, o pedido foi feito no fim da semana passada, mas ainda não houve resposta.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil nesta quarta-feira (30), a intenção é reforçar que, caso Flávio seja eleito presidente, pretende manter o diálogo institucional com o STF e evitar ataques à Corte como instituição. Ao mesmo tempo, o candidato faz críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino e defende a possibilidade de impeachment de ambos.
Marinho também já buscou conversas com outros ministros do Supremo, entre eles o decano Gilmar Mendes, com o objetivo de demonstrar a intenção de preservar uma relação de respeito institucional.
Caso a reunião com Fachin seja realizada, decisões recentes de ministros do STF devem ser discutidas diante das divergências existentes na Corte. A campanha de Flávio avalia que algumas decisões acabam beneficiando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os episódios citados está uma decisão de Flávio Dino que permitiu uma publicação nas redes sociais sobre Nossa Senhora Aparecida, com crítica indireta a Flávio Bolsonaro, em meio a informações falsas envolvendo o candidato e a santa.
A equipe jurídica de Flávio recorreu ao ministro Luiz Fux, que suspendeu a decisão de Dino. Com isso, voltaram a valer as determinações de André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com as ressalvas previstas nas próprias decisões.
A campanha também acompanha com preocupação as divergências entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, relator do caso Master no STF e ministro indicado à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nesta semana, aliados de Flávio ainda criticaram a ligação feita por Lula para Flávio Dino durante uma agenda de governo. A conversa ocorreu em razão de um projeto apresentado por Dino em 2024, quando ainda era senador, e que posteriormente foi sancionado.
Segundo o relato, Dino inicialmente pareceu atender à chamada, mas não chegou a conversar com Lula. O presidente afirmou que estava ao vivo diante de uma plateia, e a ligação teria caído.
Para o grupo de Flávio Bolsonaro, o episódio demonstrou publicamente a proximidade entre Dino e Lula, que indicou o ministro para o STF.
