A presença de mais dois delegados da Polícia Federal (PF) em uma reunião com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou o desconforto entre integrantes da Corte. O encontro, realizado na terça-feira (6), não constava na agenda oficial do magistrado e reuniu também o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, os outros participantes foram Vitor Arruda, chefe da Coordenação de Inquéritos Especiais da PF, e Guilhermo Catramby, coordenador de Contrainteligência da instituição. A presença dos dois delegados ampliou os questionamentos sobre a reunião, especialmente pela atuação dos setores envolvidos em investigações sensíveis.
Até o momento, o STF e a Polícia Federal não divulgaram oficialmente o motivo do encontro nem detalharam os assuntos discutidos. A ausência de informações sobre a reunião e o fato de ela não aparecer na agenda oficial de Moraes contribuíram para o mal-estar entre integrantes do Supremo.
REUNIÃO OCORRE EM MEIO A TENSÕES NO SUPREMO
O encontro aconteceu em meio a questionamentos sobre a relação entre Moraes e a cúpula da Polícia Federal, após a divulgação de informações sobre contatos do ministro com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Nesse contexto, o ministro Luiz Fux solicitou acesso integral a investigações conduzidas por Moraes, incluindo os inquéritos das fake news, das milícias digitais e da tentativa de golpe. O pedido foi apresentado para permitir a análise de possíveis irregularidades apontadas em questionamentos levados ao Supremo.
A reunião entre Moraes e os dirigentes da PF passou a ser mais um ponto de tensão interna na Corte. Até agora, porém, não houve divulgação oficial de elementos que esclareçam a pauta do encontro ou confirmem eventual relação entre a reunião e as investigações envolvendo o Banco Master.
