Polícia Federal investiga possível saída clandestina do senador para a Argentina; governo argentino afirma não haver registro de entrada no país
Aliados próximos da família Bolsonaro receberam, nesta terça-feira (27), a informação de que o senador Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil em direção à Argentina, de onde pretendia seguir para os Estados Unidos. A informação foi publicada pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
A Polícia Federal (PF) realiza diligências em pontos da fronteira brasileira para verificar se o parlamentar deixou o país. Até o momento, as checagens não identificaram passagem oficial dele pela fronteira regular com a Argentina. Os agentes também verificam registros de voos entre os dois países.
Segundo a reportagem, o governo argentino informou que não há registro da entrada de Flávio no território do país. Caso a travessia tenha ocorrido, ela pode ter sido feita de maneira irregular. Até a publicação da matéria, o paradeiro do senador e de seus familiares era desconhecido.
Na madrugada desta terça-feira, o site argentino Infobae noticiou que Flávio teria cruzado a fronteira a pé, utilizando seu documento nacional de identidade, para chegar ao Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú. De lá, ele embarcaria em uma aeronave particular com destino aos Estados Unidos.
O avião mencionado na reportagem de Infobae decolou de Buenos Aires às 22h14 de segunda-feira (26) e pousou em Puerto Iguazú às 23h45. Segundo informações de plataformas de rastreamento aéreo citadas na cobertura, a aeronave permanecia no aeroporto da cidade.
As notícias divulgadas na Argentina também indicaram que Flávio teria desistido de embarcar no voo fretado. Até o momento, porém, as informações sobre uma possível entrada clandestina no país e a saída do Brasil não haviam sido confirmadas oficialmente.
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento dos passaportes emitidos em nome do senador e o proibiu de deixar o Brasil. A decisão veio a público um dia após o segundo turno da eleição presidencial, segundo a reportagem.
Investigado no Supremo, Flávio havia sido intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira a entregar, em até 24 horas, os passaportes comum e diplomático, além de eventuais documentos de viagem emitidos por outros países.
