O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), reeleito em 2026 com a maior votação já registrada para um candidato à Câmara dos Deputados no Brasil, descartou qualquer possibilidade de acordo entre o bolsonarismo e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista à coluna do Metrópoles nesta terça-feira (6), o parlamentar afirmou que eventuais decisões recentes do ministro não mudariam a posição do grupo político em relação a um possível processo de impeachment.
“Não adianta o Alexandre de Moraes fazer nenhum aceno agora, que a gente vai impichar ele com o novo Senado. Isso não tem negociação. É inegociável”, declarou Nikolas.
Nikolas supera 3 milhões de votos
Na eleição de domingo (4), Nikolas recebeu 3.119.318 votos em Minas Gerais, o equivalente a cerca de 27,2% dos votos válidos para deputado federal no estado.
Com o resultado, ele superou o recorde anterior, de Eduardo Bolsonaro, que havia obtido 1,84 milhão de votos em 2018.
PL terá 28 senadores em 2027
O resultado das eleições também ampliou a bancada do PL no Senado. O partido elegeu 19 dos 54 senadores que estavam em disputa e, somados aos parlamentares que já possuem mandato, chegará a 28 cadeiras a partir de fevereiro de 2027.
De acordo com o Senado, será a maior bancada partidária no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988.
O crescimento da legenda aumenta o espaço político do PL para defender suas pautas no Congresso. Entre elas está a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
Impeachment depende do comando do Senado
Apesar do discurso de Nikolas, a abertura de um processo de impeachment contra um ministro do Supremo não ocorre automaticamente pela composição da bancada.
A decisão de dar andamento a uma denúncia contra ministro do STF cabe ao presidente do Senado. Atualmente, o cargo é ocupado por Davi Alcolumbre (União-AP), que até o momento não abriu processo de impeachment contra Moraes.
O novo cenário do Senado, portanto, aumenta o peso parlamentar do PL, mas a eventual abertura e aprovação de um processo contra um ministro do Supremo dependerá dos procedimentos previstos e da formação de maioria para cada etapa.
