Uma médica que integrava uma equipe responsável pelo atendimento de membros da família real britânica foi encontrada morta dentro de casa, em Dersingham, na Inglaterra, nas proximidades da propriedade de Sandringham. O marido dela, Mark Cain, de 45 anos, foi preso e acusado formalmente de assassinato.
Hannah Cain, de 45 anos, morreu na madrugada de domingo. Segundo informações divulgadas pelo The Sun, a família estava em casa enquanto os filhos recebiam amigos para uma festa do pijama.
A polícia foi acionada por volta das 2h20, após um chamado ao serviço de ambulância. Durante uma audiência judicial, a acusação informou que o exame pós-morte identificou uma lesão contundente no lado direito da cabeça da médica, além de um ferimento que pode ser compatível com compressão no pescoço.
Mark Cain permanece detido por determinação da Justiça. As autoridades, porém, ainda não divulgaram uma possível motivação para a morte.
Investigação está no início
A polícia de Norfolk informou que ainda trabalha para esclarecer as circunstâncias da morte e procura possíveis testemunhas que possam contribuir com a investigação.
“Estamos nos estágios muito iniciais desta investigação, trabalhando para estabelecer as circunstâncias exatas em torno da morte da mulher”, afirmou a detetive inspetora Alix Wright, da Norfolk and Suffolk Major Investigation Team. Ela também pediu que pessoas que tenham informações relevantes procurem as autoridades.
O Crown Prosecution Service (CPS), órgão responsável pela acusação criminal na Inglaterra e no País de Gales, confirmou que decidiu processar Mark Cain pelo assassinato após a investigação policial sobre o ocorrido na residência.
Médica atendia integrantes da realeza
De acordo com o The Sun, Hannah fazia parte de uma equipe médica que atendia regularmente integrantes da família real britânica. A residência onde ela foi encontrada fica a aproximadamente dois quilômetros de Sandringham, propriedade utilizada pelo rei Charles III e outros membros da família.
Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que integrantes da realeza foram informados sobre a morte. Até o momento, não houve manifestação pública da família real sobre o caso.
O Grimston Medical Centre, onde Hannah trabalhava, também informou que não comentará as circunstâncias da morte. Em comunicado, o consultório classificou o episódio como uma morte trágica e disse que eventuais atualizações oficiais serão divulgadas pela polícia de Norfolk.
A investigação continua, e as autoridades ainda não divulgaram a motivação do crime nem outros detalhes sobre o que teria ocorrido dentro da residência.
