A líder opositora venezuelana María Corina Machado defendeu a realização de eleições presidenciais na Venezuela até julho de 2027. Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, publicada em 9 de outubro, ela afirmou que há “tempo mais do que suficiente” para organizar uma votação até esse período. A data do pleito, no entanto, ainda não foi definida.
Machado também reconheceu divergências com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o cronograma da transição política venezuelana. A opositora defende que o processo avance para a realização de eleições, enquanto as negociações conduzidas com participação de Washington ainda discutem as condições institucionais necessárias para a votação.
OPOSITORA TENTA RETORNAR AO PAÍS
Fora da Venezuela desde o fim de 2025, Machado afirma que pretende retornar ao país. Segundo informações divulgadas por sua equipe, ela tentou atravessar a fronteira em três ocasiões no dia 22 de setembro, mas não conseguiu entrar. A opositora também enfrentou obstáculos em outras tentativas de retorno, conforme relatos de seus aliados e da imprensa.
TRANSPARÊNCIA SOBRE RECEITAS DO PETRÓLEO
Além da cobrança por eleições, Machado defendeu transparência na administração dos recursos obtidos com a venda de petróleo venezuelano, cujas receitas estão sob supervisão dos Estados Unidos. Para a líder opositora, a condução desses recursos deve contribuir para uma transição capaz de estabelecer uma democracia estável no país.
As negociações políticas na Venezuela também envolvem mudanças nas instituições eleitorais e no sistema de Justiça, além da discussão sobre a participação de opositores impedidos de disputar eleições. Até o momento, não há uma data oficial anunciada para a próxima eleição presidencial.
