O juiz Gustavo de Castro Campos, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foi encontrado morto dentro de um carro em chamas na noite de quarta-feira (7), em uma estrada rural de São João da Boa Vista, no interior paulista. O magistrado tinha 45 anos e atuava na Comarca de Mococa.
A Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita e abriu investigação para esclarecer o que aconteceu. Até a publicação da reportagem, ninguém havia sido preso.
O TJ-SP divulgou uma nota de pesar nesta quinta-feira (8), lamentando a morte e destacando a trajetória profissional do magistrado.
Veículo foi encontrado em chamas
O carro, que pertencia ao juiz, foi localizado por volta das 19h15, na Estrada de Terra Euclides Dotta.
Segundo o boletim de ocorrência, uma testemunha ouviu a buzina do veículo e, pouco depois, percebeu que o automóvel estava pegando fogo. A pessoa correu até uma fábrica próxima e avisou um segurança, que acionou a Polícia Militar pelo telefone 190.
Um motorista que passava pela estrada em uma retroescavadeira tentou ajudar no combate às chamas. Ele utilizou a máquina para colocar terra sobre o veículo, mas relatou que não percebeu que havia uma pessoa dentro do carro devido à quantidade de fumaça.
O Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiu controlar o incêndio.
Corpo estava no banco do motorista
Após o fogo ser controlado, os policiais encontraram o corpo do juiz completamente carbonizado no banco do motorista.
A área foi isolada para a realização da perícia. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica estiveram no local para coletar vestígios e informações que possam ajudar na investigação.
Durante a vistoria, os peritos retiraram a terra que havia sido colocada sobre o veículo. Conforme o boletim de ocorrência, o corpo apresentava forte odor de gasolina.
Também não foram identificados, aparentemente, ferimentos provocados por arma de fogo ou arma branca nem sinais externos evidentes de violência.
Os peritos encontraram ainda um galão com forte odor de gasolina na parte dianteira do veículo, próximo ao banco do motorista e aos pedais.
Polícia considera todas as hipóteses
Segundo o registro policial, não foram encontrados indícios de que objetos pessoais do magistrado tenham sido roubados. A aliança permanecia no dedo e a carteira estava no console da porta do carro.
A identificação foi realizada a partir de uma tatuagem localizada no lado esquerdo do abdômen e da conferência dos documentos pessoais encontrados na carteira.
O delegado Jorge Mazzi afirmou ao g1 que a investigação está em estágio inicial e que todas as hipóteses estão sendo consideradas. Por isso, ainda não há conclusão sobre a causa ou as circunstâncias da morte.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São João da Boa Vista. Exames deverão contribuir para esclarecer o caso.
