O procurador-geral da República, Paulo Gonet, estaria considerando a possibilidade de deixar o cargo antes do término de seu mandato, previsto para dezembro de 2027, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença a disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada em uma coluna política, com base em relatos atribuídos a pessoas que estiveram com o chefe do Ministério Público Federal.
De acordo com esses relatos, Gonet avaliaria antecipar sua saída para permitir que um eventual novo presidente indique seu sucessor e evitar desgastes semelhantes aos enfrentados por Augusto Aras durante o governo Lula.
Aras comandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) por parte do período anterior e, segundo a coluna, foi alvo de críticas e episódios de tensão no relacionamento com o presidente.
STF seria prioridade da campanha
Ainda segundo a publicação, a possibilidade de uma mudança antecipada na chefia da PGR estaria sendo discutida mais intensamente nos círculos ligados ao órgão do que na campanha de Flávio Bolsonaro, que teria como prioridade as possíveis indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma eventual saída de Gonet, contudo, dependeria de uma decisão do próprio procurador-geral e do cenário político após a eleição.
Desgaste em meio ao caso Banco Master
A coluna também aponta um suposto enfraquecimento do apoio a Gonet em meio às repercussões do escândalo envolvendo o Banco Master. O caso teria contribuído para aumentar o desgaste em torno de sua atuação à frente da Procuradoria-Geral da República.
Sobre uma possível sucessão, a publicação avalia que um indicado por Flávio Bolsonaro poderia encontrar um ambiente favorável no Senado, cuja composição inclui uma parcela expressiva de parlamentares conservadores.
Até o momento, as informações sobre uma eventual renúncia antecipada de Gonet devem ser tratadas como relatos atribuídos a fontes, e não como uma decisão oficial anunciada pelo procurador-geral.