O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (18), durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, que espera receber a faixa presidencial das mãos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, caso vença o segundo turno das eleições. No discurso, também convocou apoiadores a acompanhar o debate televisivo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para a noite, na Band.
Diante do público, Flávio defendeu a saída do PT do governo e afirmou que faltava uma semana para a votação. O senador também declarou que pretendia usar o debate para apresentar acusações contra Lula.
“Hoje eu quero ter a oportunidade de esfregar os crimes que ele cometeu contra nossa nação ao vivo”, disse Flávio. As declarações representam acusações feitas pelo candidato durante a campanha.
Nikolas Ferreira lidera palavras de ordem
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi um dos principais organizadores e animadores do ato, denominado “Bloco 22”. Durante a manifestação, pediu que os participantes rezassem o Pai-Nosso, defendeu o fim da presença do PT no governo e criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O evento teve características de bloco de carnaval, com trios elétricos, músicas populares adaptadas à campanha e palavras de ordem contra o partido do presidente. Parte dos cartazes também trazia críticas a Moraes e mensagens de apoio a Jair Bolsonaro.
Flávio ainda elogiou a mulher, Fernanda, e afirmou que o Brasil estava “sem presidente”, acrescentando que, na sua avaliação, essa situação duraria pouco.
Governador e outras lideranças participam
A manifestação contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e dos políticos Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR), citados no relato do evento.
A maioria dos participantes vestia camisas da seleção brasileira e carregava bandeiras do país. A mobilização ocorreu na reta final da campanha para o segundo turno.
Público foi estimado em 71,9 mil pessoas
Segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a organização More in Common, o ato reuniu cerca de 71,9 mil pessoas no momento de maior concentração, às 12h20.
A margem de erro informada foi de 12%, com uma estimativa entre 63,3 mil e 80,5 mil participantes. A dispersão do público se intensificou a partir das 13h30.
A manifestação reuniu apoiadores de Flávio e lideranças políticas aliadas em um momento decisivo da disputa eleitoral, com o debate televisivo entre os candidatos previsto para a noite daquele domingo.