Os brasileiros terão de ficar atentos aos preços dos combustíveis e do gás de cozinha a partir de 1º de fevereiro de 2027. Os governos estaduais aprovaram um aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. A decisão foi tomada na terça-feira (27), durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Com a mudança, o ICMS sobre a gasolina passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, um acréscimo de R$ 0,07, equivalente a 4,5%. No diesel, o aumento será ainda maior em termos percentuais: o imposto subirá de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, uma alta de R$ 0,13, correspondente a 11,1%.
O gás de cozinha também ficará sujeito à nova tributação. O ICMS sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP) passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. Para um botijão de 13 quilos, o aumento do imposto representará R$ 0,91.
VEJA QUANTO VAI AUMENTAR O ICMS
Os novos valores foram estabelecidos pelos convênios ICMS 127/2026 e 128/2026, publicados no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (28).
Confira os reajustes:
- Gasolina: de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro;
- Diesel: de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro;
- Gás de cozinha: de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
CONSUMIDORES PODEM SENTIR IMPACTO NO BOLSO
O reajuste ocorre em meio à pressão sobre os preços internacionais do petróleo e de seus derivados, em um cenário marcado pelos conflitos no Oriente Médio. A elevação do imposto poderá ser repassada aos consumidores, provocando reflexos nos valores cobrados nos postos de combustíveis e na comercialização do gás de cozinha.
O impacto final, porém, dependerá de outros fatores que compõem os preços, como custos de produção, distribuição, transporte e margens comerciais. Por isso, o aumento do ICMS não significa necessariamente que os preços nas bombas e nos pontos de venda subirão exatamente na mesma proporção.
No caso do diesel, a mudança também poderá pressionar os custos do transporte rodoviário de cargas, responsável pelo abastecimento de diversos setores da economia. Caso os gastos com frete aumentem, parte dessa pressão poderá chegar aos preços de produtos e mercadorias.
Com a entrada em vigor das novas alíquotas em fevereiro de 2027, gasolina, diesel e gás de cozinha passam a integrar a lista de itens que poderão sofrer impacto da atualização tributária no próximo ano.