O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou nesta quinta-feira (8) o julgamento que vai definir a validade da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. O caso estava previsto para ser analisado pelo plenário, mas foi retirado da pauta após um pedido da defesa. Ainda não há uma nova data definida para o julgamento.
Dallagnol foi eleito no primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4), com 2.904.594 votos, o equivalente a 25,14% dos votos válidos. Com o resultado, ele conquistou a segunda vaga do Paraná no Senado. A primeira ficou com Filipe Barros (PL).
Antes da eleição, porém, a candidatura de Dallagnol passou a ser questionada na Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido o registro por 4 votos a 3. Posteriormente, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, indeferiu a candidatura em decisão individual proferida na véspera da votação.
No domingo, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão e determinou que os votos recebidos por Dallagnol fossem contabilizados até que o plenário da Corte analisasse definitivamente o caso.
A discussão está relacionada à saída de Dallagnol do Ministério Público Federal. O recurso apresentado ao TSE questiona a conclusão do TRE-PR de que o ex-procurador não teria deixado o cargo com o objetivo de evitar eventual causa de inelegibilidade.
Caso o TSE mantenha o indeferimento do registro, os votos recebidos por Dallagnol poderão ser anulados, e ele não poderá assumir a cadeira no Senado. Nesse cenário, uma nova eleição deverá ser realizada para definir a vaga.
Antes do adiamento, Dallagnol publicou um vídeo em que aparece emocionado e chorando ao comentar a possibilidade de não assumir o mandato conquistado nas urnas. No vídeo, ele afirmou confiar no resultado da disputa e disse que considera sua trajetória marcada por dificuldades e decisões judiciais.
A nova data para o julgamento ainda será definida pelo TSE. Até lá, a candidatura permanece válida de forma sub judice, e os votos obtidos por Dallagnol continuam contabilizados.