Dois ex-secretários de Segurança do Rio de Janeiro que estiveram à frente das polícias durante uma operação nos complexos do Alemão e da Penha foram eleitos nas eleições deste domingo (4).
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles nesta segunda-feira (05), Felipe Curi (PP), ex-secretário da Polícia Civil, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados com 133.626 votos. Já Marcelo de Menezes (PL), que comandou a Polícia Militar, foi eleito deputado estadual para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com cerca de 46,7 mil votos.
Os dois participaram do comando da operação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro do ano passado, durante a gestão do então governador Cláudio Castro. A ação terminou com 122 mortos e foi apontada como a mais letal da história do estado.
Outro policial que participou da operação também conseguiu uma cadeira na Alerj. O delegado da Polícia Civil Bernardo Leal recebeu 57.254 votos e foi eleito deputado estadual. Durante a ação, ele foi atingido por um disparo de fuzil e perdeu a perna direita.
Aliados de Douglas Ruas
Curi e Menezes são aliados de Douglas Ruas (PL), que terminou o primeiro turno na liderança da disputa pelo governo do Rio, com 49,27% dos votos, contra 42,76% de Eduardo Paes (PSD).
Inicialmente, os dois foram classificados para o segundo turno. O cenário, porém, ficou sob análise da Justiça Eleitoral depois que Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu, na segunda-feira (5), do recurso que mantinha sua candidatura em discussão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Garotinho recebeu 274.411 votos, ou 3,17%, que estavam registrados como sub judice. Sem esses votos no cálculo dos válidos, Ruas ultrapassaria a marca de 50% e poderia ser declarado vencedor ainda no primeiro turno.
A mudança, no entanto, não é automática. Até a definição dos efeitos da desistência pela Justiça Eleitoral, Ruas e Paes permanecem formalmente classificados para o segundo turno.
