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Início Brasil

Chefe do “Exército do Lula” é réu por injúria e já foi condenado por fake news

Por Junior Melo
14/out/2026
Em Brasil, Eleições, Política
André Janones: “Terminou de votar o fim da escala 6 por 1, aí eles autorizam o canal a voltar” — Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

André Janones: “Terminou de votar o fim da escala 6 por 1, aí eles autorizam o canal a voltar” — Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

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O deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela criação do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, responde a uma ação penal por injúria no Supremo Tribunal Federal (STF) e já foi condenado em processos cíveis por danos morais. O canal, que reúne cerca de 4,4 milhões de seguidores, foi suspenso duas vezes por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos últimos dias.

Segundo informações divulgadas pelo Estadão nesta terça-feira (13), as ações judiciais envolvendo o parlamentar foram movidas por figuras associadas ao bolsonarismo e têm relação com publicações feitas por ele nas redes sociais. Procurado para comentar os casos, Janones não respondeu.

Em 2024, o plenário do STF tornou o deputado réu em uma ação apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Na queixa, Bolsonaro afirmou que Janones publicou mensagens nas quais o chamou de “assassino”, “miliciano”, “ladrão de joias”, “ladrãozinho de joias” e “bandido fujão”. O Supremo rejeitou um recurso da defesa e manteve o andamento do processo criminal, que continua em tramitação.

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Na esfera cível, o deputado também enfrentou ações por danos morais em diferentes estados.

Em Santa Catarina, Janones foi condenado, em 2025, a pagar R$ 15 mil ao empresário Luciano Hang, proprietário da rede Havan. Hang alegou que o parlamentar o acusou de ser “contrabandista” e de “ajudar a matar a própria mãe” durante a pandemia. A condenação, porém, foi revertida em segunda instância em 2026. Um recurso apresentado pelo empresário está em análise.

Neste ano, a Justiça do Rio de Janeiro também condenou Janones a indenizar em R$ 30 mil o ator Carlos Vereza. O processo teve origem em uma publicação de 2025, na qual o deputado compartilhou uma montagem do ator ao lado de Bolsonaro e escreveu: “Mais um bolsonarista pedófilo na área […] Ele disse que ‘pintou um clima’ com crianças igual ao Bolsonaro. Cadeia em todos”.

Já em Minas Gerais, o parlamentar foi condenado em 2023 a pagar R$ 5 mil por danos morais ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que, na época, era vereador em Belo Horizonte. Segundo a decisão, Janones havia insinuado que o então vereador era um “vereador pedófilo”.

TSE suspendeu canal duas vezes

O canal “Exército do Lula”, criado por Janones no WhatsApp, foi retirado do ar duas vezes nos últimos dias por determinação do presidente do TSE, ministro Nunes Marques. A suspensão mais recente ocorreu após um pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

No domingo, 11, o ministro determinou a suspensão do canal. Na decisão, afirmou que o espaço transmitia a milhões de pessoas, sob comando único, conteúdos que o tribunal já havia reconhecido como “inverídicos”.

Na segunda-feira, 12, a área técnica do TSE informou que não havia identificado informações falsas no conteúdo analisado. A equipe, no entanto, ressaltou que mensagens haviam sido apagadas e apontou que o canal poderia representar um risco ao processo eleitoral.

O canal foi liberado na terça-feira, 13, depois que a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou o perfil como um dos canais oficiais da campanha.

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