O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) enviou à cúpula das Forças Armadas a mensagem de que não pretende adotar uma política de retaliação contra oficiais que se aproximaram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso vença o segundo turno das eleições. Segundo informações publicadas pela CNN Brasil nesta terça-feira (13), interlocutores do senador afirmaram que ele deseja “virar a página” e descarta uma “caça às bruxas” entre os militares.
De acordo com a reportagem, Flávio pediu a emissários que transmitissem o recado aos comandos militares. O objetivo seria reduzir a preocupação de oficiais que tiveram papel na reorganização das relações entre o governo federal e as Forças Armadas após as eleições de 2022.
O candidato também pretende manter militares da ativa fora de cargos no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios, diferentemente do que ocorreu durante o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
MARCOS DEGAUT É COTADO PARA O MINISTÉRIO DA DEFESA
Para comandar o Ministério da Defesa, o nome mais cotado no entorno de Flávio é o de Marcos Degaut, ex-secretário de Produtos de Defesa durante o governo Jair Bolsonaro e ex-executivo do grupo EDGE, dos Emirados Árabes Unidos, que atua no setor de defesa e armamentos.
Degaut também trabalhou na Secretaria de Assuntos Estratégicos durante o governo Michel Temer (MDB). Em 2022, foi indicado por Jair Bolsonaro para assumir a embaixada brasileira nos Emirados Árabes Unidos, mas a indicação não avançou no Senado.
Segundo a CNN Brasil, Degaut mantém proximidade com Eduardo Bolsonaro e também tem interlocução com Flávio. A eventual escolha reforçaria a intenção do candidato de nomear um civil para a chefia da Defesa.
COMANDOS MILITARES DEVEM SER RENOVADOS
A equipe de Flávio não pretende manter os atuais comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, escolhidos durante o governo Lula. Apesar da previsão de mudanças, a promessa transmitida aos militares é de que não haverá perseguição aos oficiais próximos às atuais chefias.
Um dos nomes mencionados nos bastidores é o do general Francisco Humberto Montenegro Júnior, atual chefe do Estado-Maior do Exército, apontado como possível sucessor do general Tomás Paiva no comando da Força Terrestre.
As informações sobre as intenções de Flávio e as possíveis nomeações foram divulgadas pela CNN Brasil com base em relatos de interlocutores e pessoas próximas às articulações. Até o momento, os nomes citados são possibilidades para um eventual governo, e não indicações oficiais.
