A dívida bruta do governo brasileiro chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, segundo dados do Banco Central citados pelo projeto Fato ou Fake, do g1. O valor corresponde a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e confirma a declaração de que o indicador ultrapassou a marca de R$ 11 trilhões.
De acordo com a nota divulgada pelo Banco Central em 30 de setembro de 2026, o montante inclui obrigações do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos estados e dos municípios. Portanto, não representa exclusivamente a dívida do governo federal.
Dívida cresceu desde 2022
Ao final de 2022, antes do início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a dívida bruta estava em R$ 7,2 trilhões, o equivalente a 73,5% do PIB naquele período.
Em agosto de 2026, o indicador alcançou R$ 11,1 trilhões, uma diferença nominal de R$ 3,9 trilhões em relação ao encerramento de 2022.
A comparação mostra o aumento do valor total da dívida bruta no período. Para avaliar a evolução do endividamento em relação ao tamanho da economia, também é necessário considerar a proporção da dívida em relação ao PIB, que passou de 73,5% para 82,9%.
O Fato ou Fake classificou como verdadeira a declaração sobre o patamar de R$ 11 trilhões, com a ressalva de que o indicador abrange dívidas de diferentes esferas do setor público, e não apenas as obrigações da União.