Agentes da Polícia Federal estiveram na sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, nesta terça-feira (27), em meio a notícias de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição presidencial, teria deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos. Segundo as informações divulgadas, os policiais não chegaram a entrar no prédio.
De acordo com o portal Metrópoles, aliados políticos de Flávio enfrentavam dificuldades para localizar o senador quando os agentes chegaram ao diretório do partido. A última mensagem registrada em nome do parlamentar teria sido enviada por volta das 8h ao senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha.
Na mensagem, Flávio teria dito que reservaria um tempo para esfriar a cabeça, sem informar onde estava ou indicar que deixaria o país. Na segunda-feira (26), após ser intimado pela Polícia Federal, ele afirmou em vídeo que não pretendia viajar para o exterior.
A possibilidade de que o senador tenha chegado aos Estados Unidos também foi mencionada pelo empresário mexicano Simon Levy, que afirmou ter proximidade com o presidente norte-americano Donald Trump. Levy declarou que Flávio havia pousado em segurança no país e atribuiu a operação ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Essas afirmações, porém, precisam ser tratadas como declarações atribuídas ao empresário, e não como confirmação oficial do governo americano.
Passaportes foram cancelados
O episódio ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes e proibi-lo de deixar o Brasil. Segundo as informações divulgadas, o prazo de 24 horas terminou no fim da manhã de terça-feira.
Como os documentos não foram entregues dentro do prazo, a Polícia Federal realizou o cancelamento, conforme relatado. A corporação também deverá comunicar o ministro sobre o descumprimento da determinação.