O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.143 denúncias de assédio eleitoral entre a noite de domingo (25), após o resultado das eleições presidenciais, e as 16h de quarta-feira (28). O volume representa uma média de aproximadamente 300 registros por dia no período, segundo levantamento da CNN Brasil.
Entre os relatos estão boicotes a estabelecimentos comerciais cujos proprietários teriam votado em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ameaças de demissão contra funcionários que supostamente não teriam apoiado Flávio Bolsonaro (PL).
São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro aparecem entre os estados com maior número de denúncias.
Até as 13h de quinta-feira (29), o MPT contabilizava 3.529 denúncias de assédio eleitoral em todo o país em 2026. O número já ultrapassa os 3.373 registros feitos durante as eleições gerais de 2022.
Na quarta-feira (28), o governo federal anunciou medidas para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A iniciativa reúne o Ministério do Trabalho e Emprego, o MPT, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Rio de Janeiro registra 252 denúncias
No estado do Rio de Janeiro, o MPT contabilizou 252 denúncias de assédio eleitoral até as 23h59 de 28 de outubro.
Somente entre segunda e quarta-feira (26 e 28), após o segundo turno, foram registrados 77 novos relatos.
A capital fluminense concentra a maior parte das denúncias no estado, com 135 registros ao longo de 2026.
O Rio ocupa a quarta posição no ranking nacional, atrás de São Paulo, com 620 denúncias; Minas Gerais, com 351; e Paraná, com 338.
