Projeção acima de 30% superaria taxas praticadas em nações europeias como Hungria, Finlândia e Dinamarca; percentual definitivo ainda não foi estabelecido
A implementação da Reforma Tributária poderá colocar o Brasil no topo do ranking mundial de impostos sobre o consumo. A alíquota padrão estimada para o novo sistema pode ultrapassar 30%, superando os percentuais cobrados em países desenvolvidos, segundo levantamento divulgado pelo g1 com base em dados da Tax Foundation.
Na comparação internacional, a Hungria aparece entre os países com maior tributação, com uma alíquota de 27%. Em seguida estão Finlândia, com 25,5%, e Dinamarca, Noruega e Suécia, todas com 25%.
Outros países europeus também apresentam índices elevados. Estônia, Grécia e Islândia cobram 24%, enquanto Portugal, Irlanda, Polônia e Eslováquia têm alíquota de 23%. Na Itália, o percentual é de 22%.
Entre os países com menor tributação sobre o consumo estão Japão, Coreia do Sul e Austrália, com taxas de 10%. A Suíça cobra 8,1%. Já os Estados Unidos aparecem com 7,5%, embora o modelo seja diferente: o país não possui um imposto sobre valor agregado (IVA) nacional, mas tributos sobre vendas definidos por governos estaduais e locais.
A estimativa brasileira considera a alíquota padrão do novo modelo, que reunirá tributos federais, estaduais e municipais em uma estrutura de tributação sobre o consumo.
O percentual final, porém, ainda não está definido. A taxa dependerá da regulamentação e dos ajustes previstos durante a transição para o novo sistema tributário.