O senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) afirmou que mantém as críticas ao deputado estadual Luiz Eduardo (PL), seu aliado de coligação, após a Polícia Federal apreender R$ 1,51 milhão em dinheiro vivo na residência do parlamentar.
Durante uma agenda em Mossoró, Styvenson disse que a condição de aliado político não muda sua cobrança por explicações sobre o dinheiro encontrado pela PF.
“Eu não tenho aliado errado, não. Se está errado, está errado”, declarou o senador. Em seguida, questionou: “O caba com um milhão e meio dentro de casa tem que se explicar. Quer dizer que rende mais dentro de casa do que no banco?”.
A apreensão ocorreu durante a Operação Sem Lastro, deflagrada pela Polícia Federal para investigar indícios de falsidade ideológica eleitoral e possível utilização de recursos financeiros não declarados em atividades de campanha. Segundo a PF, a origem e a destinação dos valores apreendidos ainda serão aprofundadas no decorrer das investigações.
Antes de saber que o alvo da operação era Luiz Eduardo, Styvenson havia chamado o responsável pelo dinheiro de “bandido”, “safado”, “ladrão” e “vagabundo” e levantado a possibilidade de caixa dois e compra de votos. Essas suspeitas, no entanto, não foram confirmadas pela Polícia Federal até o momento.
Questionado posteriormente sobre as declarações, o senador afirmou que não retiraria o que havia dito: “Não retiro nada. Ele que prove agora. Simples assim”.
Luiz Eduardo afirma que os R$ 1,51 milhão são provenientes de recursos próprios, obtidos por meio de saque de sua previdência privada, e nega que o dinheiro tivesse finalidade eleitoral. A defesa sustenta que os valores são lícitos, declarados e têm origem comprovada.
PL e Podemos fazem parte da coligação Endireita RN, que apoia Álvaro Dias (PL) na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte e Styvenson Valentim e Coronel Hélio (PL) para o Senado.