A plataforma de previsões Polymarket foi alvo de bloqueios no Brasil após determinação do governo federal contra empresas que oferecem mercados de previsão sem autorização para operar no país. A medida também alcançou o perfil oficial da plataforma no Instagram, que passou a ficar indisponível para usuários brasileiros.
O bloqueio dos sites de mercados preditivos foi determinado em abril deste ano pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Ao todo, 27 plataformas foram incluídas na medida. Segundo o governo, empresas como a Polymarket operavam de forma irregular e deveriam se submeter às regras aplicadas às empresas de apostas autorizadas no Brasil.
A restrição ganhou novo destaque em setembro, após levantamento do Núcleo Jornalismo, republicado pela Agência Pública, identificar que o perfil oficial da Polymarket no Instagram estava inacessível no Brasil. A Secretaria de Prêmios e Apostas informou que solicitou à Anatel o bloqueio dos domínios e que também utiliza canais de cooperação com plataformas digitais para retirar conteúdos relacionados à oferta ou divulgação irregular de mercados de previsão.
Apesar das restrições, uma conta da Polymarket voltada ao público brasileiro continuava disponível no Instagram. A página, que anteriormente utilizava o nome @polymarketbrasil, passou a usar o perfil @polymarketportugues. Segundo a reportagem, a própria assessoria da empresa confirmou que a conta pertence à Polymarket.
O levantamento também identificou publicações relacionadas às eleições brasileiras, incluindo conteúdos que apresentavam as probabilidades negociadas na plataforma para candidatos à Presidência. De acordo com a Secretaria de Prêmios e Apostas, a oferta e a divulgação desses mercados permanecem proibidas no país.
A Polymarket afirma que não apoia candidatos, partidos ou correntes ideológicas e informou, por meio de sua assessoria, que não possui equipe própria no Brasil, mas conta com prestadores de serviços pontuais.
Mesmo com o bloqueio, reportagens recentes apontaram que o site pode continuar acessível em algumas situações, inclusive por meio de VPN. O governo, porém, mantém a determinação de que a plataforma não ofereça nem divulgue seus serviços no território brasileiro.
