A Meta não cumpriu os prazos estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apresentar informações sobre supostos perfis falsos que teriam sido utilizados para atacar o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação foi divulgada pela coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles.
Os dados foram solicitados pela Corte depois de uma representação apresentada, em 20 de julho, pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio.
Segundo a denúncia apresentada ao TSE, a equipe de campanha teria identificado pelo menos 20 mil perfis falsos que teriam movimentado cerca de R$ 20 milhões para impulsionar conteúdos com ataques e acusações contra o candidato.
TSE aguarda informações da plataforma
De acordo com a publicação, integrantes do TSE afirmam que, até o momento, a Meta não encaminhou as informações solicitadas, mesmo após o encerramento dos prazos determinados pelo tribunal.
A expectativa é que os dados fornecidos pela plataforma possam ajudar a Justiça Eleitoral a identificar a origem das contas e verificar eventuais irregularidades relacionadas ao uso de publicidade e impulsionamento nas redes sociais durante o período eleitoral.
A existência dos supostos perfis e a movimentação financeira mencionada pela campanha ainda são objeto de apuração e não representam, por si só, uma conclusão da Justiça Eleitoral sobre a ocorrência de irregularidades.
Rogério Marinho se reuniu com presidente do TSE
O senador Rogério Marinho chegou a se reunir com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, para tratar da denúncia.
Na ocasião, o parlamentar apresentou os argumentos da campanha e pediu providências diante do que classificou como uma rede de perfis falsos utilizada para disseminar ataques contra Flávio Bolsonaro.
O caso ocorre em meio à intensificação da disputa eleitoral nas redes sociais e à atuação do TSE para fiscalizar o uso de plataformas digitais por candidatos e campanhas.
