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Início Mundo

Iraniana de 21 anos é condenada à morte após participar de protestos contra o governo

Por Junior Melo
18/set/2026
Em Mundo
Reprodução

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A iraniana Taraneh Rahimi, de 21 anos, foi condenada à morte após participar de manifestações contra as autoridades em Isfahan, no Irã. A irmã gêmea dela, Romina Rahimi, também foi presa e recebeu uma sentença de prisão. As duas estão detidas há cerca de oito meses.

As irmãs participaram dos protestos realizados nos dias 8 e 9 de janeiro, que reuniram milhares de pessoas em Isfahan em meio a uma onda de manifestações provocada pelo aumento do custo de vida. Cerca de uma semana depois, elas foram presas em casa durante uma operação policial, segundo familiares.

Segundo a organização Human Rights Activists (HRANA), Taraneh foi condenada por “guerra contra Deus”. Ela e Romina foram julgadas com outros réus e acusadas de envolvimento nas mortes de um integrante da Guarda Revolucionária e de uma pessoa em situação de rua ocorridas nas proximidades dos protestos. Organizações de direitos humanos, porém, questionam as provas apresentadas no processo.

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O primo das jovens, Masud Nourmohamadi, afirma que não existem provas que liguem as irmãs às mortes. Ele também denuncia que as duas teriam sido torturadas e pressionadas a assinar confissões. Segundo relatos analisados pela Human Rights Watch, os advogados enfrentaram restrições de acesso ao processo e houve denúncias de confissões obtidas sob tortura.

Taraneh também enfrenta problemas de saúde. Ela havia passado por uma cirurgia no joelho antes da prisão e, segundo a família, apresenta dificuldades para caminhar. O Centro pelos Direitos Humanos no Irã (CHRI) também manifestou preocupação com o estado de saúde da jovem.

A sentença de morte ainda pode ser contestada por meio de recurso. Organizações internacionais de direitos humanos afirmam que dezenas de manifestantes permanecem sob risco de execução no Irã e apontam violações do direito a julgamentos justos em processos relacionados aos protestos.

As autoridades iranianas, por outro lado, afirmam que estão agindo contra pessoas responsáveis por instigar os protestos, que o governo classifica como distúrbios fomentados do exterior.

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