O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que foi advertido sobre possíveis represálias caso levasse adiante informações recebidas da Polícia Federal relacionadas ao caso Banco Master. Em declaração enviada à CNN, o ministro disse que os alertas ocorreram de forma “implícita e explícita” e incluíam a possibilidade de ataques contra ele e pessoas próximas.
Relator do caso Master, Mendonça determinou o levantamento de sigilo de documentos da investigação que incluem mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A divulgação dos dados aumentou a tensão entre integrantes do STF.
“Quando decidi levar adiante as informações que recebi da Polícia Federal, sabia que viriam represálias. Fui advertido, de forma implícita e explícita, de que viriam ataques à minha pessoa e a pessoas próximas a mim”, declarou Mendonça.
O ministro também afirmou que os ataques pessoais seriam uma tentativa de desqualificar quem apresenta posições divergentes. Ao comentar a situação, citou o filósofo alemão Arthur Schopenhauer e uma estratégia descrita por ele para tentar vencer um debate por meio de ataques ao adversário.
Mendonça disse ainda que “nada tem a temer” e afirmou que continuará exercendo suas funções apesar dos episódios que classificou como ataques e tentativas de intimidação.
“Seguirei cumprindo meu dever com serenidade e responsabilidade”, afirmou.