A FSB, holding que reúne diversas empresas de comunicação, entre elas o instituto de pesquisas Nexus, recebeu mais de R$ 296,5 milhões em contratos com o governo federal desde 2023, segundo dados do Portal da Transparência.
A Nexus divulgou nesta segunda-feira (31) uma nova pesquisa eleitoral, registrada sob o protocolo BR-08900/2026, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança em todos os cenários apresentados.
Parte dos pagamentos destinados à FSB tem origem em ministérios e na Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), que já repassou R$ 85,8 milhões ao grupo.
Saúde é outro grande contratante
Entre os órgãos que mantêm contratos com a FSB está o Ministério da Saúde. Segundo os dados disponíveis no Portal da Transparência, a pasta já pagou mais de R$ 38 milhões à empresa.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social também possui contratos com o grupo, com pagamentos que somam R$ 31,7 milhões.
Além da Presidência e dos ministérios, outras estruturas do governo federal mantêm contratos com empresas ligadas à holding.
Procurada para comentar os contratos e os valores recebidos, a FSB não havia se manifestado até o fechamento da edição. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Críticas à suspensão da campanha de Renan Santos
A pouco mais de um mês das eleições, a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de suspender a campanha de Renan Santos (Missão) provocou críticas entre adversários do governo.
A medida foi tomada após a Justiça Eleitoral apontar irregularidades na comunicação de perfis utilizados pela campanha nas redes sociais. Na prática, Renan ficou impedido de realizar propaganda eleitoral na internet, receber novos recursos do Fundo Eleitoral, utilizar valores já recebidos e participar de debates e outros programas de comunicação.
Críticos da decisão afirmam que, embora não tenha ocorrido uma cassação formal da candidatura, a medida pode comprometer a campanha enquanto o calendário eleitoral avança.
“Silêncio como punição”
Entre os críticos está a avaliação de que a suspensão acaba restringindo a capacidade do candidato de se comunicar com os eleitores durante um período decisivo da disputa.
O argumento é que a Justiça Eleitoral, ao determinar quais perfis podem ser utilizados e impor restrições à propaganda, acaba interferindo diretamente na exposição dos candidatos.
Críticas ao TSE
A atuação do TSE também voltou a ser questionada por parlamentares e opositores. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou a suspensão da campanha de Renan e comparou a decisão com episódios envolvendo Lula em períodos eleitorais anteriores.
Já o deputado Damares Alves (Republicanos-DF) apresentou denúncia à Justiça Federal contra uma peça publicitária da Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a parlamentar, a propaganda teria mostrado uma mão digitando os números 1 e 3 em uma urna eletrônica, sequência associada ao número eleitoral do PT.
Regras sobre alcance nas redes
Na decisão que suspendeu a campanha, Toffoli apontou que Renan Santos e Wilson Grassi (DC) teriam utilizado perfis que não foram informados dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
A determinação considera que os perfis utilizados para propaganda precisam ser comunicados previamente ao TSE, permitindo a fiscalização da campanha e das plataformas digitais.
Governo retoma discurso sobre negociação com os EUA
O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota destacando a retomada das negociações comerciais com os Estados Unidos.
A movimentação ocorre depois de críticas à condução do governo brasileiro diante do tarifaço imposto pelos norte-americanos. Segundo opositores, o Palácio do Planalto teria priorizado interesses políticos e eleitorais na condução das tratativas.
Governo prevê superávit de 0,1% do PIB
A previsão de superávit primário de 0,1% do PIB para 2027 também entrou no centro das críticas ao governo Lula.
O resultado projetado é considerado baixo por adversários do presidente. A crítica compara a previsão atual com a promessa feita anteriormente pelo governo de alcançar um saldo positivo de 1% do PIB em 2026, objetivo que não deverá ser atingido.
Flávio Bolsonaro ganha espaço em plataforma de previsão
Entre quinta-feira (27) e segunda-feira (31), Lula perdeu quase cinco pontos percentuais nas estimativas de vitória da plataforma de previsão Kalshi.
No mesmo período, Flávio Bolsonaro (PL) passou de 37,7% para 42,6% nas projeções da plataforma.
AtlasIntel mostra reprovação de 52,9%
O deputado General Girão (PL-RN) classificou como um “colapso do governo Lula” o resultado de uma pesquisa AtlasIntel, registrada sob o protocolo BR-07972/2026, que apontou 52,9% de reprovação ao governo federal.
Para o parlamentar, o chamado “Caso Lulinha” representa atualmente uma das principais crises enfrentadas pelo governo.
Votações de interesse do governo
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, tem destacado a votação de propostas consideradas importantes para o governo no Congresso.
A oposição, porém, afirma que ainda não existe acordo fechado para que essas matérias sejam efetivamente aprovadas no plenário, havendo entendimentos apenas em comissões, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Com informações de Diário do Poder.