O combate ao diabetes tipo 2 ganhou novas estratégias de tratamento com a atualização das diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). A recomendação é que o controle da doença seja feito de forma ampla, combinando medicamentos, quando indicados, com mudanças no estilo de vida.
O diabetes tipo 2 afeta mais de 15 milhões de brasileiros e está relacionado principalmente a fatores como excesso de peso e envelhecimento. Apesar de ser uma doença crônica, o controle adequado da glicemia pode reduzir o risco de complicações e preservar a qualidade de vida.
O Brasil ocupa atualmente a sexta posição entre os países com maior número de pessoas com diabetes. A estimativa é que o número de brasileiros com a doença ultrapasse 24 milhões até 2050.
Um dos principais desafios é o diagnóstico. Estima-se que cerca de um terço das pessoas com diabetes no país não saiba que tem a doença. A identificação pode ser feita por exames de sangue, como a glicemia em jejum, que permite verificar os níveis de açúcar no organismo.
O aumento dos casos acompanha também o crescimento da obesidade, considerada um dos principais fatores associados ao diabetes tipo 2. Por isso, especialistas defendem a identificação precoce da doença e o início do acompanhamento antes que surjam complicações.
Quando não controlado adequadamente, o diabetes pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de comprometer a visão e a circulação sanguínea, podendo levar, em casos graves, a amputações.
A nova diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes reforça, portanto, a necessidade de uma abordagem individualizada, com diferentes estratégias de tratamento atuando em conjunto para manter a glicemia dentro das metas e reduzir os riscos associados à doença.