A Colômbia extraditou nesta sexta-feira (25) para os Estados Unidos Geovany Andrés Rojas, conhecido pelo codinome “Araña”, apontado como um dos principais líderes de uma dissidência das Farc.
A informação foi confirmada à Reuters por três fontes da polícia colombiana. Segundo os relatos, trata-se da primeira extradição de um comandante de alto escalão de um grupo armado realizada durante o governo do presidente Abelardo De La Espriella.
Rojas é identificado pelas autoridades como líder dos Comandos de Fronteira, uma facção ligada à Coordenadora Nacional do Exército Bolivariano. Ele é acusado de envolvimento com o tráfico internacional de drogas e será processado nos Estados Unidos.
Processo havia sido suspenso durante governo Petro
A extradição ocorre após a retomada de um processo que havia sido interrompido durante o governo do ex-presidente Gustavo Petro.
A suspensão ocorreu no contexto das negociações da política conhecida como “paz total”, iniciativa que buscava estabelecer diálogos e acordos com diferentes grupos armados que atuam no território colombiano.
Com a mudança de governo, o processo contra Rojas foi retomado pela administração de De La Espriella, culminando na extradição para os Estados Unidos.
Quem é “Araña”
Geovany Andrés Rojas é apontado como uma das principais lideranças dos Comandos de Fronteira, grupo dissidente das antigas Farc com atuação em áreas próximas à fronteira colombiana.
As autoridades americanas acusam o colombiano de participação em atividades relacionadas ao tráfico internacional de drogas. A transferência para os Estados Unidos permitirá que ele responda às acusações apresentadas pelas autoridades daquele país.
A extradição representa um novo capítulo na política colombiana de enfrentamento aos grupos armados e ao narcotráfico durante a atual administração.