A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirma que o influenciador Jeferson Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”, foi o primeiro a publicar a informação falsa de que o candidato defenderia retirar de Nossa Senhora Aparecidao título de padroeira do Brasil.
Segundo o monitoramento da campanha, a postagem foi feita às 21h50 da última quarta-feira (23) e antecedeu a ampla circulação do tema nas redes sociais.
Na publicação, Jeferson Monteiro escreveu que “católico não vota em nenhum Bolsonaro” e atribuiu ao candidato do PL a suposta intenção de retirar o título da santa, informação que a campanha classifica como falsa.
GloboNews corrigiu informação após repercussão
Na quinta-feira (24), o assunto ganhou ainda mais alcance após um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, mencionar um suposto movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Posteriormente, a emissora corrigiu a informação e pediu desculpas pela declaração.
O tema fazia referência a um projeto de lei apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli (PMDB-MT), que propunha alterar a redação da lei para se referir à santa como “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi rejeitada e arquivada em 2008.
TSE determinou remoção de publicações
Mesmo após a retratação da GloboNews, o conteúdo continuou circulando nas redes sociais.
A campanha de Flávio Bolsonaro levou o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a remoção de publicações que atribuíssem ao candidato ou à sua família a intenção de retirar o título de padroeira do Brasil.
Segundo a defesa do candidato, um dos conteúdos identificados ultrapassou 2,4 milhões de visualizações antes da decisão judicial.
Levantamento aponta alta repercussão nas redes
Um estudo da empresa Palver analisou publicações no Instagram, X, TikTok, Kwai, além de grupos públicos de WhatsApp e Telegram, e apontou que 37% das mensagens relevantes sobre o tema tratavam a informação falsa como verdadeira.
De acordo com o levantamento, o pico de repercussão ocorreu em 25 de setembro, quando o assunto alcançou 735 menções a cada 100 mil mensagens nas redes sociais.
A Palver também informou que 73% das mensagens classificadas como não neutras tinham teor crítico a Flávio Bolsonaro e avaliou que o episódio gerou desconfiança entre parte do eleitorado católico mesmo após a correção pública da informação.