Uma análise realizada pela AP Exata aponta que 77,5% das menções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nas redes sociais foram negativas entre terça-feira (1º) e a tarde desta quinta-feira (3). Apenas 3% das menções tiveram caráter positivo.
Os dados foram apresentados pelo CEO da AP Exata e cientista de dados, Sergio Denicoli, ao programa WW. Segundo o especialista, os números indicam uma forte rejeição ao ministro nas plataformas digitais.
“Alexandre de Moraes está indefensável”, afirmou Denicoli ao analisar o levantamento. Na avaliação dele, o percentual de menções negativas demonstra uma perda significativa de apoio ao ministro, inclusive entre setores que anteriormente defendiam sua atuação.
A análise ocorre em meio ao aumento da tensão envolvendo integrantes do STF. A crise se intensificou após o ministro André Mendonça determinar o levantamento do sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne informações sobre comunicações envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
André Mendonça tem cenário diferente
O levantamento também analisou as menções ao ministro André Mendonça, que apresentou uma dinâmica diferente nas redes sociais.
Segundo a AP Exata, as menções negativas a Mendonça passaram de 20% na terça-feira (1º) para 32% no momento da análise. Ao mesmo tempo, as menções positivas chegaram a 26%.
Para Sergio Denicoli, o crescimento simultâneo de avaliações positivas e negativas está relacionado à crescente polarização política em torno do ministro.
O cientista de dados afirmou que há uma tentativa de associar Mendonça à disputa política e eleitoral, especialmente por meio de narrativas que relacionam sua atuação a uma possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
De acordo com Denicoli, a distribuição das opiniões sobre Mendonça seria compatível com o cenário de polarização observado no país, no qual diferentes grupos políticos disputam espaço nas redes sociais.
O levantamento da AP Exata considera menções e manifestações publicadas nas redes sociais durante o período analisado. Os percentuais refletem o conteúdo monitorado pela empresa e não representam, necessariamente, uma pesquisa de opinião com amostra probabilística da população brasileira.
