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Início Justiça

Urgente: Flávio Dino manda abrir inquérito para defender Lulinha em vazamento

Por Junior Melo
04/ago/2026
Em Justiça
Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  • ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/

Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) • ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um quarto inquérito envolvendo o empresário Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Desta vez, porém, a investigação tem um diferencial: o empresário não é alvo, mas figura como vítima.

A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que pretende investigar o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas a processos em andamento.

Em paralelo, a defesa de Lulinha também acionou o Ministério da Justiça e a Corregedoria da Polícia Federal para solicitar a apuração do vazamento de dados referentes ao inquérito que investiga o esquema de fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conhecido como “Farra do INSS”. Esse pedido, no entanto, ainda aguarda análise.

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Apesar de aparecer como vítima no novo procedimento, Lulinha continua sendo investigado em outros três inquéritos já autorizados pelo STF. As investigações foram determinadas pelos ministros André Mendonça e Flávio Dino, após solicitações da Polícia Federal.

Duas dessas apurações estão relacionadas ao esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. A terceira investiga uma suposta prática de tráfico de influência.

Na última quinta-feira (30), André Mendonça autorizou a abertura do primeiro inquérito para apurar a suspeita de que Lulinha teria atuado em negociações envolvendo a autorização para comercialização de cannabis medicinal em um contrato ligado ao Ministério da Saúde.

Segundo a investigação, a PF busca esclarecer se o empresário atuou em benefício de uma empresa ligada ao empresário **Antonio Carlos Camilo Antunes>, conhecido como “Careca do INSS”, investigado por suspeita de participação no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas.

Também na semana passada, Mendonça autorizou um segundo inquérito para investigar a relação de Lulinha com um empresário do setor de tecnologia suspeito de tentar obter contratos junto à Dataprev.

Com a nova decisão, Lulinha passa a figurar simultaneamente como investigado em três procedimentos e como vítima em um quarto inquérito que apura o possível vazamento de informações protegidas por sigilo.

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