O relato do ator e empresário Rafael Zulu sobre os quatro dias em que ficou internado após consumir energéticos em excesso voltou a chamar atenção. O episódio ocorreu no ano passado e ganhou nova repercussão após Aline Becker, esposa do artista, compartilhar o susto vivido pela família.
Zulu contou que apresentou fibrilação atrial, um tipo de arritmia em que os batimentos cardíacos ficam irregulares e, muitas vezes, acelerados. Segundo o ator, ele teve falta de ar, palpitações e percebeu o coração disparado.
O caso reacendeu o debate sobre os possíveis efeitos do consumo excessivo de bebidas energéticas sobre o sistema cardiovascular, especialmente entre pessoas que recorrem a esses produtos para aumentar a disposição.
Energéticos podem provocar arritmias?
De acordo com a cardiologista Patrícia Hitomi Kuga, especialista em Cardiologia, Arritmias Cardíacas e Medicina do Estilo de Vida, a fibrilação atrial exige atenção porque não se trata apenas de uma aceleração momentânea dos batimentos.
“A fibrilação atrial é uma alteração do ritmo do coração que faz com que os batimentos fiquem irregulares e, em muitos casos, mais acelerados”, explicou.
Segundo a especialista, o consumo exagerado de energéticos pode contribuir para o surgimento de palpitações e arritmias, principalmente devido à presença de cafeína e outros estimulantes.
“Esses componentes aumentam a atividade do sistema cardiovascular”, afirmou.
A médica, no entanto, ressalta que não é possível atribuir todos os casos de fibrilação atrial exclusivamente ao consumo de energéticos. O desenvolvimento da arritmia pode envolver uma combinação de fatores.
Entre eles estão pressão alta, doenças cardíacas, alterações na tireoide, consumo de álcool, privação de sono e a própria predisposição individual.
Por isso, sintomas como palpitações persistentes, falta de ar ou sensação de batimentos muito acelerados devem ser avaliados por um profissional de saúde, especialmente quando surgem após o consumo elevado de bebidas com cafeína e outros estimulantes.
O episódio relatado por Rafael Zulu serve como alerta para os riscos associados ao consumo excessivo desses produtos e reforça a importância de observar a quantidade ingerida e os possíveis efeitos sobre o organismo.
