O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (18) em queda de 0,27%, aos 166,3 mil pontos, registrando a décima primeira sessão consecutiva de desvalorização.
O principal índice da Bolsa brasileira chegou a apresentar uma tentativa de recuperação no início do dia, impulsionada pela presença pontual de investidores estrangeiros. O movimento, porém, não foi suficiente para manter o indicador em alta até o fechamento.
Segundo Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, ainda existe falta de confiança entre investidores brasileiros, que continuam encontrando maior atratividade na renda fixa em comparação com o mercado de ações.
O especialista relaciona esse comportamento às incertezas em torno das eleições presidenciais e às dúvidas sobre o formato do ajuste fiscal que poderá ser adotado pelo próximo governo.
Cenário externo pressiona mercados
Além dos fatores domésticos, o Ibovespa acompanhou a piora do ambiente internacional e a divulgação de indicadores considerados fracos da economia dos Estados Unidos.
O mercado opera de maneira mais cautelosa antes da divulgação da ata da reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano. O documento, previsto para esta quarta-feira (19), poderá oferecer indicações sobre os próximos passos da política de juros dos Estados Unidos.
As tensões no Oriente Médio também permanecem no radar dos investidores. O cenário continua sem uma solução definida depois de Donald Trump negar que existam negociações em andamento com o Irã.
O aumento das tensões contribuiu para a valorização do petróleo. O barril do Brent registrou alta moderada e encerrou o dia negociado acima de US$ 91.
No mercado de câmbio, o dólar avançou para R$ 5,22, acompanhando o movimento de valorização da moeda americana diante de outras divisas de países emergentes.
Bancos acompanham queda do Ibovespa
Entre as principais ações que compõem o Ibovespa, os papéis dos grandes bancos também terminaram o pregão em território negativo.
O Santander (SANB11) registrou a maior queda entre os bancos citados, com recuo de 1,18%. Na sequência, o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,84%.
As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) tiveram baixa de 0,62%, enquanto o Itaú (ITUB4) recuou 0,50%.
O desempenho dos mercados financeiros segue sendo acompanhado de perto diante das expectativas relacionadas à política monetária americana, ao cenário internacional e às incertezas fiscais e eleitorais no Brasil.
